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Apucarana

Apucaranense estreia em Malhação

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Mais uma apucaranense estreou nas telas da Rede Globo nos últimos dias. Desta vez foi a atriz Rayssa Bratillieri, 20 anos, que está na nova temporada 2018 de “Malhação - Vidas Brasileiras”. Na trama, ela interpreta Pérola, filha de Isadora, personagem vivido pela renomada atriz Ana Beatriz Nogueira. “Sinto que será uma experiência cheia de aprendizado, amadurecimento e mudará a forma como eu vejo o mundo. Essa é a intenção”, comenta a jovem.

No elenco da nova novela também conta com outros atores, como Guilhermina Libanio, Tom Karabachian, Gabriel Fuentes, Dhonata Augusto, Pedro Maya, Joana Borges, André Luiz Frambach, Yara Charry, Pedro Vinicius, Pally Siqueira, Leonardo Bittencourt e Daniel Rangel.A personagem de Rayssa é perseguida na escola por ser filha de um homem que corrupto que acaba indo para a prisão. Já a mãe de Pérola, Isadora, é uma dondoca e será obrigada a trabalhar para pagar as contas de casa. A atriz conta que o convite para integrar o elenco de Malhação veio em agosto de 2017. “Não havia contado para ninguém, nem mesmo para os meus pais. Fui e deu certo! Não foi fácil. É uma entrevista de emprego, só que para um produto criativo em que sua arte, seu talento e sua imaginação estão em jogo”.Sobre atuar ao lado de artistas renomados, Rayssa diz que é uma consequência e que está feliz com a oportunidade. “Por incrível que pareça eles são pessoas normais. Eles conversam sobre qualquer coisa, dão risada, tem até a mesma altura que a gente. Só que sabem muito sobre atuação, posicionamento de câmera e todas essas coisas. Eu escuto, observo e aprendo mesmo que por osmose. Vou fazer o que eu gosto e de corpo e alma assim como eu fiz com todos os meus outros trabalhos”.Além de Rayssa, tem outra apucaranense na telina da Rede Globo, a atriz Gabriella Mustafá, que está no ar na novela “O Outro Lado do Paraíso”.  Na trama, ela faz a personagem Melissa, que faz par romântico com o ator Daniel Aguiar. 

PERFIL
Natural de Apucarana, Rayssa é filha da comerciante Edicléia Jordão, 49, e do funcionário público Geraldo Bratilieri, 54. Ela fez o ensino fundamental e médio no Colégio Platão, onde começou a atuar em peças de teatro e apresentações. 

No segundo ano do ensino médio participou do grupo Arte de Educar, em Cambira, com o diretor Durvalino Augusto.“Foi uma ótima experiência, tenho muita gratidão, primeiramente a minha mãe, que me levava para Cambira, a todo elenco que sempre foi muito generoso comigo e ao seu Durva, que doava seu tempo para cultura, justamente em uma cidade do interior, onde as pessoas não se preocupam com cultura. Essas pessoas têm que ser valorizadas”. 

Ela conta que sempre quis ser atriz, porém, nem sempre foi a primeira opção. No ensino médio, por exemplo, ela se deparou com a pressão de ter que escolher a profissão que iria seguir. “Me peguei seguindo o caminho que todo mundo seguia. Gostava de matemática, todo mundo ia fazer Direito, Medicina ou Engenharia. Pronto: Rayssa será engenheira”.A ideia da Engenharia, entretanto, não foi para frente. Aos 17 anos, ela mudou para o Rio de janeiro, onde fez diversos cursos em teatro, cinema e TV. “As pessoas me perguntam se vou fazer faculdade, eu vou sim, mas vou me aprofundar em algum assunto que eu gosto e não por obrigação”. 

Trajetória no teatroRayssa foi morar no Rio de Janeiro conhecendo apenas uma diretora de teatro infantil, Grazi Luz, com quem fez oito peças de teatro. “Com o tempo, fui conhecendo mais pessoas e o espaço no mundo artístico começou a abrir cada vez mais”.A apucaranense fez o curta-metragem “Algum Romance Transitório”, dirigido por Caio CasaGrande, que concorreu em festivais de cinema, além de atuar em “O Ator e a Alma”, com direção de Hamilton de Oliveira. “Isso mudou minha vida. Eu já vinha amadurecendo no processo de morar sozinha. Meu namorado Rafael Castro, que é também é meu melhor amigo, foi outra peça-chave nesse momento e foi ele quem me apresentou o professor Hamilton”. Para ela, o método de atuação do professor Hamilton de Oliveira faz olhar para dentro, o que para atriz não é algo fácil. “Porém, foi um processo de autoconhecimento absurdo, e entendi realmente o que era ser atriz, e isso fez toda a diferença. Você pode ser o que você quiser na sua vida, mas você tem que entender porque você quer aquilo e como você pode ser melhor com aquilo”. 


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