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Procon de Apucarana orienta pais na aquisição do material escolar

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Procon de Apucarana orienta pais na aquisição do material escolar (Sérgio Rodrigo)
Procon de Apucarana orienta pais na aquisição do material escolar (Sérgio Rodrigo)

Para os pais, começo de ano vem sempre com a mesma preocupação: lista de material escolar. A principal dúvida é como economizar com os produtos sem ter que abrir mão de itens necessários para o aprendizado da criança. O Procon de Apucarana alerta, para ficar dentro do orçamento, é importante pesquisar preços e não deixar a compra para a última hora. 

A dica é do diretor do Procon de Apucarana, José Carlos Balan. Segundo ele, outra grande dúvida dos pais é a respeito dos itens que compõem a lista. Segundo ele, pais são responsáveis apenas por materiais que serão realmente utilizados pelos alunos com finalidade pedagógica, como cadernos, livros, lápis, canetas, borracha. O advogado conta que é comum nesta época do ano o Procon receber vários questionamentos dos pais que passam a analisar as listas. 

Entre os pedidos, ele diz que alguns extrapolam a necessidade do aluno, como medicamentos, álcool hidrogenado, algodão, canetas para lousa, copos, talheres e pratos descartáveis, além de esponja para pratos, papel higiênico, envelopes, grampos para grampeador, grampeador, giz, apagador, material de limpeza em geral, entre outros itens que não apresentam nenhuma finalidade pedagógica. “Nesta situação, os pais devem questionar a escola e retirar estes itens da lista”. 
Para Balan, é importante ressaltar que os pais têm direito à escolha, adequando às suas condições financeiras. Assim, é ilegal a lista indicar a marca de determinados produtos, sublinhando que aquela é a única marca aceita. “Também não é permitido vincular a indicação do local onde a compra deve ser realizada, ou mesmo exigir a aquisição do material na própria escola”, destaca.
Na hora de economizar, o advogado diz que pesquisar preços é fundamental para que o custo final da lista de materiais escolares não comprometa o orçamento. Uma das sugestões de Balan é reunir um grupo de pais da sala onde os filhos estudam e realizar a compra no atacado. “Esta prática é comum nos grandes centros e também podem ser aplicadas nas cidades menores, principalmente onde a concorrência entre varejistas é menor”. 
Pesquisar com antecedência os preços também é fundamental. 

Quem está se antecipando às compras, entretanto, reclama do preço. Caso da designer de Moda, Paula de Alcântara, de Apucarana, que saiu às compras antecipadamente para tentar economizar com a lista de materiais escolar. Porém, segundo ela, não foi possível ao aumento de preço dos itens necessários. “A lista da Amora (8 anos) diminuiu em vários itens em relação ao ano passado. No entanto, paguei o mesmo valor de 2017. Está tudo bem caro”. 
Paula ainda reclamou de outros preços que subiram neste começo de 2018. “Na verdade, tudo subiu horrores: a matrícula, a mensalidade da escola, o uniforme. Não está fácil”. A secretária Michele Costa da Silva, de Apucarana, também adiantou as compras. Acompanhada das filhas Joyce e Julya ela comprou parte do material ontem. Para ela, os preços não mudaram tanto. “Eu achei que está tudo com um preço bom. A lista também, pediram o que é necessário, nada além”. 

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Movimento é esperado no fim do mês
Segundo o proprietário de uma livraria de Apucarana, José Bresciani, por enquanto, são poucos os consumidores que seguem o conselho de se antecipar na hora das compras. “Acho que as pessoas ficaram mais em casa por causa do mau tempo ou, talvez, estão com medo de gastar devido à crise financeira. O comércio está devagar”. No entanto, ele diz que a expectativa é boa para que os pais saiam às compras até o fim do mês de janeiro. 
A auxiliar administrativa outra livraria, Bruna Midori, destaca que as vendas engatam mesmo em janeiro. “Os pais começam a comprar material escolar mais para o final de janeiro. Mesmo assim, alguns deles já se adiantaram, mas ainda são poucos”, comenta. 
Sobre os preços, Bruna destaca que houve pouco reajuste em relação ao ano passado. “Ainda assim as pessoas reclamam bastante”.

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