Apucarana

Áreas comerciais aumentam fora do centro em Apucarana

Da Redação ·
A cada ano, mais estabelecimentos se fixam nos bairros de Apucarana - Foto: Delair Garcia /TN
A cada ano, mais estabelecimentos se fixam nos bairros de Apucarana - Foto: Delair Garcia /TN

A cada ano, mais estabelecimentos se fixam nos bairros de Apucarana, que, aos poucos, vão ganhando vida própria. Este movimento ganhou intensidade após o lançamento do novo Plano Diretor da cidade e, agora, passa por um novo momento: antes restritos aos moradores da vizinhança, os estabelecimentos já chamam a atenção de clientes de outros bairros. Estes novos eixos de comércio também passaram a abrigar escritórios e consultórios, antes restritos ao centro da cidade.

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As vias economicamente mais consolidadas estão na Avenida Aviação (Jardim Trabalhista), na Avenida Itararé (Jardim Ponta Grossa), na Avenida Central do Paraná (Jardim América), na Rua Rio Tibagi (Núcleo Habitacional João Paulo I), entre outras. No entanto, existem locais em franca ascensão, como a Rua Cristiano Kussmaul (Jardim Interlagos), Rua Denhei Kanashiro (Jardim Aeroporto), Rua Manoel Sanches Horta (Vila Agari), Rua Nova Ucrânia (Jardim Catuaí), Avenida América (Jardim América) e um segundo trecho da Avenida Aviação (Jardim Colonial).De acordo com o prefeito Beto Preto (PSD), este crescimento se deve em grande parte ao novo Plano Diretor da cidade, que entrou em vigor em 2015. 

“Este novo Plano Diretor é fruto de um trabalho de mais de dois anos. Ele foi feito localmente, ouvindo a população, debatendo as demandas e discutindo as sugestões do povo apucaranense. Podemos dizer que este plano libertou a cidade, fortalecendo diversas regiões fora do centro”, destaca.O Plano Diretor gerou um novo zoneamento da cidade, com novas áreas podendo serem exploradas comercialmente, criando os chamados ‘eixos de comércio’ em locais onde, anteriormente, havia apenas permissão para imóveis residenciais. Beto aponta que o crescimento dessas áreas mostra a grande demanda que os moradores tinham de serviços próximos às suas casas. 

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“Muitas vias estão tomando cada vez mais corpo. Este fenômeno alimenta o comércio dos bairros, gerando mais emprego e renda para a população, o que é estratégico em um período de crise”.Os imobiliaristas da cidade destacam este crescimento fora da região central. “Os bairros contam com muita demanda, que era pouco explorada e são uma alternativa importante para os aluguéis mais caros da região central”, afirma Adilson Ribeiro Gabardo, corretor de imóveis.O gestor imobiliário Cláudio de Oliveira Martins aponta ainda uma saturação da região central. “Eu acho que os bairros precisam ser valorizados mesmo. Veja como é difícil encontrar estacionamento no centro, por exemplo. Apucarana está descobrindo que os bairros podem ter vida própria”, conta.

Consultórios, escritórios e redes crescem fora do centro
Não apenas de pequenas lojas vivem os novos eixos de comércio nos bairros. Muitos deles observam um crescente número de estabelecimentos na área de serviços como consultórios e escritórios, atraindo clientes de outros pontos da cidade. A advogada Alessandra Aline de Azevedo abriu, junto ao sócio Marcelo Paulotto, um escritório de advocacia na Avenida Central do Paraná há seis anos. 

“No início, estávamos praticamente sozinhos por aqui. Hoje, vemos outros escritórios aqui na região, além de outros ramos que normalmente eram encontrados apenas no centro, como consultórios odontológicos, por exemplo. E a cada ano vem crescendo mais”, diz.O estabelecimento conta, no total, com quatro advogados. Segundo ela, muitos clientes são de outras regiões da cidade. 

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“O diferencial é que, estando aqui no bairro, os moradores vizinhos se sentem mais próximos. Eles acabam, inclusive, indicando os nossos serviços para outras pessoas. Vemos que o boca-a-boca é muito forte”.Há menos de dois anos, André Marcato resolveu abrir uma nova unidade de sua pizzaria, que está instalada na região central da cidade. O local escolhido foi a Avenida Aviação.

 “Como tenho um estabelecimento no centro e no bairro, tenho uma visão das duas realidades. O que vemos no bairro é que estamos mais sujeitos a desemprego e falta de renda do que no centro. Outra característica é que tem gente que ainda acha que os estabelecimentos nos bairros são inferiores. Mas isto, aos poucos, está mudando”, ressalta.