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Apucarana vira polo de formação em saúde

Da Redação ·
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Apucarana vira polo de formação em saúde

Apucarana está se tornando uma cidade-polo na formação de profissionais da área da Saúde. Hoje, já são cinco programas de residência, onde mais de 70 profissionais da área aliam teoria e prática para melhor atender os cidadãos. Os projetos, desenvolvidos pela prefeitura e também pelo Hospital da Providência, são avaliados positivamente pelas comissões internas, o que abre espaço para ampliações em curto e médio prazos.

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As residências são como pós-graduações, em que os profissionais se especializam em uma determinada área, com aulas teóricas e atuações práticas. O município conta com quatro programas de residência, sendo três multiprofissionais e uma residência médica. Os profissionais atuam nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), no Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Ivaí e Região (Cisvir) e no Hospital da Providência.

Os programas multiprofissionais, somados, formam o maior volume de profissionais: 54. A coordenadora dos três programas, Franciele Nogueira Smanioto, explica que os alunos têm 20% de suas cargas horárias em salas de aula. O restante é desenvolvido na prática.“Conseguimos evoluir bastante desde o início dos programas, em 2016. Há um ganho tanto na formação dos profissionais quanto para o próprio município. As equipes multidisciplinares desenvolvem atividades extras, trazendo o envolvimento da comunidade como um todo”, destaca.

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Os programas multiprofissionais são divididos nas áreas de enfermagem; saúde mental e atenção básica. Os cursos duram dois anos e atraem profissionais de enfermagem, odontologia, nutrição, educação física, entre outras formações, de várias cidades do Paraná e também de outros estados.Um dos grupos multidisciplinares, do programa de atenção básica, atua na UBS Dr. Raul Castilho, no Núcleo João Paulo I. A nutricionista Rúbia Sehnem veio de Palmital, no centro-oeste paranaense, a cerca de 250 quilômetros de Apucarana. “Trabalhar em uma equipe multidisciplinar é muito importante. Nossa formação tem sido muito produtiva”, destaca.Já a profissional de Educação Física Ana Paula Gonçalves é de Apucarana mesmo. Ela foi designada para a UBS por já morar no bairro. “A afinidade com a comunidade é grande. Como já conheço a maioria das pessoas, o trabalho consegue ser feito de maneira mais fácil. Tem sido ótimo”, diz.RESIDÊNCIA MÉDICAA prefeitura desenvolve ainda uma residência médica, na especialidade de nefrologia, que conta atualmente com um profissional. Atualmente, a residência médica está com inscrições abertas, sendo duas vagas para nefrologia, três para atenção básica e duas para dermatologia. A intenção é abrir vagas em breve para ginecologia e obstetrícia.O coordenador da residência, Odarlone Orente, afirma que a cidade está se tornando um polo para a educação em Saúde. “Já somos um polo em atendimentos, com clínicas, hospital, Cisvir, Caps e outras unidades de saúde. Agora, estamos investindo na educação. Acredito que, além dos ganhos naturais que projetos como este possuem, estamos ‘pavimentando’ o futuro de Apucarana em direção à criação de um curso de Medicina na cidade”, destaca.

Hospital investe em formação
O Hospital da Providência de Apucarana implantou há três anos o seu próprio programa de residências médicas. Hoje, atuam na instituição 16 médicos residentes, sendo sete na especialidade de clínica médica, três em cirurgia geral e seis na pediatria. Leonardo Marchi, coordenador do projeto, destaca os ganhos que o hospital vem tendo com os residentes.

“Um dos nossos objetivos é transformar o hospital, fazendo com que nos aproximemos de uma instituição voltada para a formação dos profissionais. Outro objetivo principal é renovar o corpo clínico, com novos profissionais. E os resultados têm sido extremamente positivos, com nossos médicos residentes sendo muito bem avaliados”, assinala.Leonardo afirma ainda que o sucesso do projeto faz com que o ‘Providência’ planeje uma grande ampliação. 

“Queremos, em curto e médio prazos, abrir residência para medicina intensiva, ortopedia e anestesiologia. No entanto, dependemos da liberação do MEC”, conta.