Facebook Img Logo
Mais lidas
Apucarana

Estudo publicado por docente da UTFPR/Apucarana descreve linguagem matemática do cérebro

.

Estudo publicado por docente da UTFPR/Apucarana descreve linguagem matemática do processo biológico do cérebro​ - Imagem ilustrativa/Valores astrômicos
Estudo publicado por docente da UTFPR/Apucarana descreve linguagem matemática do processo biológico do cérebro​ - Imagem ilustrativa/Valores astrômicos

Apesar de representar pouco mais de 2% da massa do corpo de um adulto, o cérebro humano é considerado a mais complexa estrutura biológica conhecida. Descrevê-lo matematicamente, com mais de seus 80 bilhões de neurônios, não é apenas um desafio, como uma das mais promissoras tarefas da ciência atualmente.

Na tentativa de entender parte de seu funcionamento, integrantes do grupo Controle de Oscilações do Instituto de Física (IF) da USP desenvolvem diversos projetos em parceria com pesquisadores brasileiros e estrangeiros. 

Em um trabalho recentemente publicado na revista Neural Networks, intitulado "Spike timing-dependent plasticity induces non-trivial topology in the brain", os pesquisadores Rafael Ribaski Borges, da Universidade Federal Tecnológica do Paraná (doutor em Matemática radicado no campus da UTFPR/Apucarana - norte do Estado), Kelly Cristiane Iarosz e Iberê Luiz Caldas, da Universidade de São Paulo, Fernando da Silva Borges, Ewandson Luiz Lameu e Antonio Marcos Batista, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (campos Gerais), e Chris Antonopoulos e Murilo da Silva Baptista, da University of Aberdeen, na Escócia, apresentaram um estudo sobre a capacidade de neurônios, dispostos em uma rede, mudarem temporária ou permanentemente suas conexões e comportamento.

A grande contribuição do trabalho foi descrever, em linguagem matemática, o processo biológico caracterizado pelo rearranjo das conexões neurais em função de uma grande variedade de fatores: lesão, doença degenerativa, novas experiências, aprendizado, entre outros.

Os resultados da pesquisa podem, dentre diversas outras aplicações, nortear especialistas que estudam o cérebro de indivíduos acometidos pela doença de Alzheimer, enfermidade progressiva que destrói a memória e outras funções mentais.

Aplicações futuras
"O que fizemos foi um trabalho de ciência básica, sem nos voltarmos para aplicações imediatas. Mas nada impede que os resultados obtidos contribuam para aplicações futuras. Um exemplo hipotético: sabemos que, na doença de Parkinson, existe um excesso de sincronização dos neurônios; se um fator de dessincronização fosse induzido, isso poderia, eventualmente, configurar uma estratégia de tratamento", avalia o professor Iberê Luiz Caldas, da USP.

O portal TNOnline.com.br não se responsabiliza pelos comentários, opiniões, depoimentos, mensagens ou qualquer outro tipo de conteúdo. Seu comentário passará por um filtro de moderação. O portal TNOnline.com.br não se obriga a publicar caso não esteja de acordo com a política de privacidade do site. Leia aqui o termo de uso e responsabilidade.

mais notícias

Últimas de Apucarana

×

Newsletter

Conteúdo direto para você:

Quero Receber