Apucarana

Comerciantes se unem para evitar furtos de roupas praticados por falsos clientes

Da Redação ·
​Investimento em segurança e até grupo em WhatsApp tentam prevenir prejuízos (Sérgio Rodrigo)
​Investimento em segurança e até grupo em WhatsApp tentam prevenir prejuízos (Sérgio Rodrigo)

Um grupo de comerciantes de Apucarana decidiu se unir para tentar combater um crime frequente na maioria das lojas da cidade: os furtos de peças de roupas. Eles criaram o grupo “Comércio em Ação” no aplicativo WhatsApp para trocar informações sobre pessoas suspeitas circulando pelas lojas. 

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O comerciante Júnior Serea, vice-presidente para assuntos de comércio da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Apucarana (Acia), afirma que esse tipo de crime tira o sono dos lojistas e costuma aumentar no final do ano, quando o movimento cresce por conta das festas de final de ano. 
Dono de uma loja de roupas na Avenida Curitiba, Serea foi vítima na semana passada de um “ladrão de provador”, como esses falsos consumidores também são chamados. O bandido levou 23 peças, a maioria camisetas, avaliadas em R$ 4,6 mil.  “Com esse dinheiro, poderíamos pagar o salário de três colaboradores”, assinala. Serea conseguiu recuperar os produtos furtados. As roupas foram apreendidas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Marialva, na semana passada. Três pessoas foram presas. Além dele, outro comerciante de Apucarana recuperou 50 peças. Nesses casos, o ladrão utilizou o fundo falso de um pacote de presente para levar as roupas. 
Como o crime é de menor potencial ofensivo, os autores dificilmente ficam presos. “Neste caso, os três ladrões flagrados com as roupas na semana passada já foram soltos”, assinala. O comerciante observa que a maioria desses crimes não chega à delegacia e a prevenção é difícil. “São ações rápidas. Os comerciantes instalam câmeras e orientam os funcionários a redobrar a atenção, mas é complicado. Muitos clientes sentem-se intimidados se as lojas contratam seguranças ou aumentam muito a fiscalização. Há também o constrangimento dos funcionários em realizar a abordagem em casos de suspeita”, diz. Segundo ele, há casos de processos de clientes que foram abordados. 
O aplicativo de WhatsApp tem dado resultados. Patrícia Fermino, também proprietária de uma loja de roupas, assinala que os comerciantes trocam informações assim que percebem pessoas suspeitas circulando pelas lojas. Segundo ela, os autores desse tipo de crime são “figuras carimbadas”. “Quando a gente vê uma pessoa já conhecida por praticar furtos, a gente posta imediatamente no grupo para orientar os demais lojistas”, assinala. São pelo menos 50 comerciantes participantes. 
Muitos lojistas também passaram a investir em mecanismos de segurança. Antonio Faria, proprietário de três lojas em Apucarana, afirma que conseguiu reduzir o número de casos dessa forma. “Instalamos câmeras e também sensores antifurtos nas roupas. Com isso, esses crimes diminuíram muito”, finaliza.