Mais lidas
Apucarana

Copel registra 20 furtos de energia por mês em Apucarana e Arapongas

.

Em Apucarana, foram 103
Em Apucarana, foram 103 "gatos" neste ano (Foto: Sérgio Rodrigo

A cada mês, a Copel registra uma média de 20 furtos de energia em Apucarana e Arapongas. De janeiro a novembro deste ano, a empresa registrou 224 casos de “gatos”, como são popularmente chamadas essas fraudes no relógio de energia, nos dois municípios. Em Apucarana, foram 103 ocorrências do tipo e em Arapongas, 121.

Os números são menores em comparação com 2016, quando foram registrados 146 furtos de energia em Apucarana e 141 em Arapongas. Dois casos chamaram atenção no ano passado em Apucarana, quando bares bastante conhecidos foram flagrados cometendo a irregularidade.
A situação preocupa a Copel. “É uma média alta de furtos de energia, mas que não representa o problema na sua totalidade. Certamente, o número é maior, já que reduzimos o ritmo de inspeções em Apucarana e Arapongas neste ano em comparação com o ano passado, mas vamos retomar esse trabalho em 2018 nos dois municípios, certamente”, assinala o gerente de Inspeção da Copel na Região Norte do Paraná, José Aparecido de Almeida. A região norte corresponde a 99 municípios e registrou neste ano um grande volume de irregularidades. Das 8.882 inspeções realizadas de janeiro a setembro deste ano, em 2.398 foram flagrados “gatos”, o que representa quase 27%. No ano passado, o índice foi ainda maior. Das 9.152 inspeções, o problema foi registrado em 2.895 das ligações vistoriadas (31%). 
Os procedimentos irregulares, como são chamados os “gatos” tecnicamente pela Copel, envolvem furtos por meio de ligações fraudulentas feitas diretamente na rede elétrica e, principalmente, por fraudes na medição do consumo de energia. Furtar energia é crime previsto no artigo 155 do Código Penal, que pode ser denunciado anonimamente pelo telefone 0800 51 00 116, ou pelo site da Copel, na seção “De olho no gato”. “É importante ressaltar que tal prática prejudica todos os consumidores que arcam com os custos do sistema”, pontua Aparecido. 
Na região Norte do Paraná, por exemplo, a quantia de energia recuperada foi bastante expressiva em 2016, devido a dois casos de indústrias inspecionadas e que apresentavam irregularidades. Foram recuperados quase 17 mil MWh (megawatt-hora) no ano passado, o que daria para abastecer um município como Cambira por aproximadamente dez meses. 
O gerente de inspeção da Copel assinala que, além de crime, o furto de energia sobrecarrega a rede elétrica – prejudicando o fornecimento de energia – e pode causar acidentes fatais. O risco de acidentes decorre da falta de padronização e de proteção adequada das ligações ilegais, que muitas vezes deixam os cabos de energia expostos. As ligações clandestinas representam a segunda maior causa de mortes com eletricidade no Brasil, atrás apenas de acidentes fatais na construção e manutenção predial. “Há casos de procedimentos irregulares feitos de forma muito rudimentar, provavelmente por moradores sem muito conhecimento, e que representam um grande risco, desde a possibilidade de descarga elétrica até incêndio”, assinala Aparecido.
Segundo ele, não há um perfil específico. “Esse tipo de situação ocorre tanto em clientes residenciais, comerciais como industriais”, assinala. A Copel inspeciona todas as classes consumidoras, com base em análises dos perfis de consumo e denúncias recebidas. Através do desenvolvimento de novas tecnologias, a efetividade das inspeções tem aumentado a cada ano e hoje está em torno de 27% (ou seja, de cada quatro inspeções realizadas, uma encontra procedimento irregular). 

×

Newsletter

Conteúdo direto para você:

Quero Receber