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Apucarana

Patrulha Escolar intensifica ações após episódios de violência no âmbito estudantil

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Situações de extrema violência em colégios levaram a Patrulha Escolar a redobrar a atenção durante as ações da corporação. As agressões a professores têm sido recorrentes em todo o País. Mas o caso mais emblemático de violência em colégios aconteceu recentemente em Goiás, onde um  estudante de 14 anos levou uma arma de fogo para dentro do  Colégio Goyases, escola particular de ensino infantil e fundamental, em Goiânia. No intervalo ele tirou da mochila uma pistola .40, que pegou da mãe em casa, e deu vários tiros no interior do estabelecimento. 

Dois estudantes morreram e outros quatro ficaram feridos. Em seguida, quando ele se preparava  para recarregar a arma, foi convencido pela coordenadora do colégio a travar a pistola. O adolescente atirador cursa o 8º ano e é filho de policiais militares. Ele foi apreendido e encaminhado a um centro sócio-educativo de ressocialização. 

No Paraná, recentemente uma aluna levou um revólver municiado para a escola em Cambé (norte do Estado), que foi apreendido pela Patrulha Escolar antes que alguma situação grave ocorresse.

Escola incendiada
Em outro episódio também em Cambé, um incêndio destruiu três salas da Escola Municipal Padre Symphoriano Kopf, no Jardim Santo Amaro. O guarda que fazia a segurança do estabelecimento percebeu movimentação estranha de dois homens no pátio do colégio, mas quando o vigia mantinha contato telefônico com a polícia, percebeu que o estabelecimento de ensino já estava em chamas. O Corpo de Bombeiros confirmou que o incêndio foi criminoso. O prejuízo estimado pela direção da escola é de R$ 250 mil.

Já em Apucarana, recentemente dois alunos, de 22 e 27 anos, começaram a brigar por motivos fúteis no interior da Escola João Antônio Braga Cortes, situada na Rua Ítalo Ado Fontanini, na Vila Formosa, no centro da cidade. Os dois estudantes, do Curso Supletivo de Educação Básica para Jovens e Adultos (CEEBJA), foram presos pela PM e levados à 17ª Subdivisão Policial (SDP) para os procedimentos legais.

Soldado Denise, cabo Toni, capitão Moreira e cabo Matchen,
da Patrulha Escolar: atenção redobrada nos colégios - Foto: TNONLINE

O comandante da 4ª Companhia da Patrulha Escolar Comunitária (Regional - Londrina), Josmar Francisco Moreira, observa que os últimos casos de violência no âmbito escolar tiveram grande repercussão por conta da gravidade das situações e deixaram a corporação em alerta. "A situação na nossa área está sob controle, mas devemos estar alerta e intensificar o patrulhamento para que não tenhamos surpresas trágicas. É importante ressaltar que 4ª Companhia da Patrulha Escolar Comunitária presta segurança em colégios de 90 municípios da região Norte do Paraná, de Ivaiporã (no Vale do Ivaí) até Jacarezinho (norte Pioneiro)", enfatiza Moreira.

O capitão destaca que o diálogo e a orientação aos professores também é importante nesse contexto de prevenção de atos infracionais no âmbito escolar. "A nossa preocupação maior nesse momento é o porte e disparo de arma de fogo no âmbito escolar. Para evitar tais casos realizamos visitas frequentes aos estabelecimentos de ensino e fazemos revistas recorrentes aos colégios, com ênfase para orientações a professores e pedagogos no sentido de ficar atentos para alunos que demonstram comportamento agressivo e foram dos padrões normais de convívio social", frisa Moreira.

Cabo Matchen e soldado Toni: ações de conscientização em sala  de aula são
realizadas diariamente pela Patrulha Escolar - Foto: TNONLINE

O comandante da da 4ª Companhia da Patrulha Escolar  acrescenta que as escolas têm seu plano de segurança traçado pela Patrulha Escolar em cinco etapas: avaliação das instalações físicas, diagnóstico escolar, elaboração do plano de ação, conhecimento e aplicação do plano por parte da comunidade escolar - o que inclui pais de alunos, moradores e comerciantes da vizinhança. "A Patrulha Escolar e o Proerd já são referências para outros Estados e para as guardas municipais. Nos nossos cursos de formação das Patrulhas já participaram policiais militares de Pernambuco, Brigada Militar do Rio Grande do Sul", acrescenta Moreira.

Segundo Moreira, neste ano já foram realizada mais de 100 revistas preventivas nas escolas- com mais de 45 mil alunos abordados em sala de aula, de Ivaiporã até Jacarezinho. "Essa modalidade de ação tem a aprovação de toda a comunidade estudantil", finaliza Moreira.

Professor Licínio Martins Ramos da Silva, diretor do Colégio Estadual Padre José de Anchieta: "Os policiais da Patrulha Escolar são muito bem preparados - Foto:TNONLINE

APROVAÇÃO
Os educadores são unânimes ao destacar a importância do trabalho da Patrulha Escolar. O diretor do Colégio Estadual Padre José de Anchieta, professor Licínio Martins Ramos da Silva, é um deles. O estabelecimento de ensino público está situado no Jardim Trabalhista, na zona oeste de Apucarana. "As equipes da Patrulha Escolar colaboram muito conosco e são parceiras e contribuidoras para a manutenção da segurança. Os policiais da Patrulha são muito bem preparados e sabem atuar de forma eficiente nas situações de conflitos e divergências; são verdadeiros educadores e fundamentais para a resolução dos problemas que nós, no colégio, às vezes não sabemos resolver", pontua Licínio.

Sobre os episódios recentes de violência no âmbito escolar, o diretor afirma que a escola é um reflexo da sociedade e tais casos geram preocupação, inevitavelmente. "Quando um aluno começa a apresentar comportamento diferenciado negativamente, procuramos ficar atentos a detalhes, com a ajuda os nossos colaboradores e funcionários, para evitar qualquer tipo de situação de violência no âmbito escolar", completa Licínio. 

Com a colaboração da jornalista Nathalie Bagatini




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