Apucarana

Réu é condenado a 12 anos de prisão e dois homens são detidos por falso testemunho

Da Redação ·
Júri ontem em Apucarana teve momentos acalorados e prisão de duas testemunhas Foto - TNONLINE
Júri ontem em Apucarana teve momentos acalorados e prisão de duas testemunhas Foto - TNONLINE

Um júri popular realizado ontem (17) no plenário do Fórum Desembargador Clotário de macedo Portugal, na Comarca de Apucarana, teve momentos acalorados e resultou na condenação do réu a 12 anos de detenção em regime fechado e na detenção de dois homens por falso testemunho. Antônio César Mota de Araújo, conhecido como "Ceará", foi considerado culpado de matar com a tiros Adriano Bento da Silva, o “Paçoca”, conforme denúncia oferecida pelo Ministério Público (MP). A defesa adiantou que vai recorrer da sentença.

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O crime ocorreu no dia 23 de setembro de 2012, durante a Expoita em Novo Itacolomi. Autor e vítima residiam na cidade de Jandaia do Sul e ambos estavam em festa realizada no Parque de Exposições de Novo Itacolomi, à margem da PR-170.

Uma testemunha relatou ter visto Araújo sacar uma arma de fogo e disparar pelo menos cinco vezes contra Silva, que chegou a ser socorrido, mas não resistiu às lesões e morreu a caminho do hospital. 

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Exame de necropsia realizado no Instituto Médico Legal (IML) de Apucarana constatou que Silva foi atingido por três projéteis de arma de fogo. Dois dias após o crime, Araújo se apresentou à polícia acompanhado de advogado e alegou que agiu em legítima defesa, versão essa contestada com veemência por familiares da vítima. Ele respondeu processo em liberdade e como prevê a legislação penal, vai continuar em liberdade até que a Justiça analise recurso interposto pela defesa.

Réu foi embora antes do final do júri
Três situações marcaram o julgamento de ontem. Inicialmente, o réu prestou seu depoimento e foi embora do fórum, pois a legislação faculta isso para pessoas que respondem o processo criminal em liberdade. Já em momento de ânimo exaltado, o defensor do réu chegou a falar para o promotor de Justiça "calar a boca" e isso gerou um clima de constrangimento no recinto e posterior intervenção do juiz. 

Posteriormente, dois homens residentes em Cambira que prestaram depoimentos a favor do réu foram detidos e encaminhados à Delegacia de Apucarana por falso testemunho ao final do julgamento.

O júri foi presidido pelo juiz Oswaldo Soares Neto. Na acusação atuou o promotor de Justiça Gustavo Marcel Marinho e a defesa esteve a cargo do advogado Mateus Ferreira, de Maringá.