Apucarana

Pedestres são vítimas em 65% dos roubos em Apucarana

Da Redação ·
Pedestre com celular é o alvo “preferido” dos criminosos (Sérgio Rodrigo)
Pedestre com celular é o alvo “preferido” dos criminosos (Sérgio Rodrigo)

Os pedestres são as principais vítimas de assaltos em Apucarana. De 392 casos de roubos, segundo levantamento feito pela Polícia Militar (PM) a pedido a Tribuna, 256 foram executados contra pedestres de janeiro a setembro deste ano. O número corresponde a 65% do total das ocorrências do gênero no município. Em 80% destes crimes, os criminosos levaram o aparelho celular das vítimas. 

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Na sequência do ranking de assaltos, o comércio aparece com 76 registros. Já as ocorrências envolvendo roubos à residência somaram 60 situações no período.

O comandante do 10º Batalhão de Polícia Militar (BPM), de Apucarana, o tenente-coronel José Francisco Cardoso, avalia que o celular é um alvo fácil para os criminosos, uma vez que é comum a pessoa fazer uso do aparelho na rua ou simplesmente caminhar com ele na mão. Além disso, outro problema é a receptação de celulares furtados e roubados, que também é item usado como moeda de troca em pontos de drogas. “É comum, em casos de prisões por tráfico de drogas, encontramos de três a quatro celulares, sem documentação”, observa.

Para o comandante, a receptação não só de celulares, mas de qualquer produto fruto do crime, ajuda a manter os criminosos em atividade. Porém, ele argumenta que a Polícia Militar tem elaborado estratégias de combate ao crime regularmente com base no mapeamento de ocorrências, o que tem contribuído com a redução gradativa da criminalidade e também no registro de toda situação de crime.

“Nós adotamos uma postura de não tolerar pequenos crimes. Várias cidades têm uma política, principalmente quanto a usuários de drogas, de não efetuarem o encaminhamento à Polícia Civil. Nossos policiais são orientados, em toda ocorrência, independe da gravidade do crime, a fazerem o encaminhamento para o flagrante ou termo circunstanciado”, comenta. Essa orientação resulta na redução gradativa de crimes, acredita Cardoso.

Em relação ao mesmo período do ano passado, houve uma queda de 14% no registro de roubos. De janeiro a setembro, os furtos também caíram 25%. 
Foram 2.142 casos, contra 1.608 nos noves meses deste ano. “Os números mostram que o nosso trabalho tem surtido efeito e não só em crimes contra o patrimônio, mas também contra a vida”, afirma.

Casos de assassinatos também registram queda, de 14%. Em 2016, 14 mortes violentas foram registradas, contra 12 neste ano.

Nos casos de tráfico, Cardoso observa que as prisões por tráfico aumentaram 59%, passando de 120 ocorrências para 191. “As apreensões de entorpecentes também apresentaram uma alta substancial”, frisa. Os dados mostram que somente de maconha, neste ano, foram apreendidos 122 quilos. As maiores apreensões ocorreram em agosto e setembro, quando ultrapassaram 50 kg.

Cardoso observa ainda que, dentro das estratégias que visam o melhoramento do atendimento à população e combate à criminalidade, não há demanda reprimida. “Isso significa que toda vez que alguém liga para o 190 conseguimos enviar uma viatura, o que contribui a identificação das áreas com maiores índices e, consequentemente, no envio de policiais”, destaca.