Apucarana

Devotos de Nossa Senhora Aparecida contam como se tornaram romeiros

.

Apucaranense Grasiele Donizete se tornou devota após o nascimento do filho Sérgio Otávio, que ficou dois meses na UTI | Foto: Sérgio Rodrigo
Apucaranense Grasiele Donizete se tornou devota após o nascimento do filho Sérgio Otávio, que ficou dois meses na UTI | Foto: Sérgio Rodrigo

Símbolo de fé, Nossa Senhora Aparecida é companheira diária que protege e guia os passos de milhares de devotos. Para a vendedora apucaranense Grasiele Donizete, 33 anos, o dia 12 de outubro significa principalmente gratidão. Desde que o filho Sérgio Otávio de Oliveira, 7, nasceu ela se tornou devota devido a uma graça recebida e visita todos os anos o santuário localizado no interior de São Paulo, onde esteve no mês passado. 

 A apucaranense conta que o garoto nasceu com citomegalovírus, doença congênita cujos sintomas apareceram 10 dias depois do nascimento. “Ele ficou internado 2 meses na UTI e ficamos desesperados, sem chão. Na sala de espera do hospital, alguém deixou um panfleto da novena de Nossa Senhora. Eu peguei aquele papel e todos os dias descia na capela para fazer a novena, sempre pedindo a intercessão Dela”. 

Sérgio foi se recuperando e recebeu alta do hospital. “Os médicos achavam que ele não ia se recuperar ou, se saísse do hospital, iria ficar com sequelas graves. Mas meu filho saiu com vida e com sequelas muito pequenas na parte motora e visual. Tudo isso graças a Deus e Nossa Senhora”. 

No caso da apucaranense Audria Fabiana de Paula, a devoção à santa veio da infância, mas ganhou força após uma série de problemas de saúde. “Digamos que eu tenha herdado da minha mãe e da minha avó. Porém, a manifestação aconteceu mesmo após inúmeras tentativas de engravidar. Foram 9 anos e 2 abortos por má formação”, comenta.

Em 2014, Audria conseguiu realizar o sonho de conceber, mas logo no inicio descobriu que as chances do bebê sobreviver eram mínimas por causa da Síndrome da Banda Amniótica, quando o âmnio sofre alguma ruptura. “Um certo médico queria até interromper a gestação, mas foi então que a minha fé e a de meu marido Valdemar não permitiu que isso acontecesse. Apelamos para o poder de intercessão de Nossa Senhora Aparecida e ela nos concedeu a primeira graça. Meu primeiro filho, o Valdemar Neto, nasceu apenas com o pé torto congênito e 3 orifícios no coração, que se fecharam 7 meses depois do nascimento”, comenta. 

Ainda abalada com tantas provações, Audria engravidou novamente. “Era uma gestação de alto risco, mas meu segundo filho, o Miguel, nasceu apenas com lábios leporino e fenda labial palatina. Foram anos orando e pedindo para receber essas graças. Meus 2 milagres aconteceram em apenas 2 anos. Foi aí que eu e meu marido resolvemos montar nossa primeira excursão para Aparecida, pois havíamos feito a promessa de apresentá-los no altar de Nossa Senhora”. Depois dessa viagem, ela se tornou ‘romeira’ profissional e monta excursões mensais. 

(Leia a matéria completa nas edições on-line e impressa da Tribuna do Norte)