Apucarana

Assaltos mudam rotina de frequentadores do Bairro 28 

Da Redação ·
Assaltos mudam rotina de frequentadores do Bairro 28  -imagem Tribuna do Norte - Arquivo
Assaltos mudam rotina de frequentadores do Bairro 28 -imagem Tribuna do Norte - Arquivo

Um dos bairros mais nobres de Apucarana, o “28 de Janeiro” passou a ser alvo constante de assaltantes. Não só moradores são vítimas dos criminosos, mas também pessoas que frequentam a Praça 28 de Janeiro, que é usada regularmente para a prática de atividade física, ou simplesmente passam pelo local. Dois adolescentes, de 14 e 15 anos, foram assaltados nesta semana logo após sair da academia. Os assaltantes levaram um celular e um cordão de prata. 

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O pai do adolescente, de 15 anos, o empresário Emílio Cretuchi Neto, comenta que o filho havia acabado de sair da academia e foi acompanhar a colega de treino, que tem 14 anos, até em casa. “Eles foram abordados a uma quadra da academia. Tomaram o celular dela, além de empurrarem a menina”, conta. A cena também foi registrada por uma câmara de segurança, que flagrou o momento da abordagem dos assaltantes na Rua Benjamin Braga Filho. Diante do episódio, o pai se diz temerário em deixar o filho voltar para casa sozinho, mesmo morando a poucas quadras. “Eles saíram da academia, às 20h30. O assalto aconteceu no máximo 20h40. 

Nesse horário, a Praça do 28 já está um ‘deserto’. Vou ter que passar buscar o meu filho nos dias de treino. Não tem como deixar ele voltar sozinho. Precisa ter mais rondas”, defende. A bacharel em direito Nayara Raspante passa pelo menos uma vez por dia pela Praça 28 de Janeiro e imediações. “Sempre fico atenta e evito pegar o celular. Além disso, seguro sempre bem firme a bolsa. Eu nunca fui assaltada, mas sempre fico sabendo de casos de pedestres que são assaltados”, comenta. Assim como Emílio, ela acredita que é essencial ter mais rondas para diminuir a presença de criminosos no local. 

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“Acho que se tivesse uma presença maior, da própria Guarda Municipal, os assaltos diminuiriam, porque tem muita gente que gosta de usar a Praça para descansar na hora do almoço e não consegue por medo”, diz. O comerciante e frequentador assíduo da Praça do 28, Paulo Roberto Giraldi, 68, observa que, no final da tarde, ocorrem rondas com frequência. “Mas eu sei que têm acontecido casos de assaltos.

 Por isso, eu venho sempre sem celular e num horário que ainda tenha luz do sol”, revela. Na semana passada, um rapaz que passava pelo local a pé foi abordado por dois criminosos, que o agrediram e tomaram o seu celular. Assim como na situação de anteontem, os criminosos fugiram a pé. Em julho, uma moradora do bairro e também frequentadora da Praça, a empresária Márcia Mello foi atacada por um ladrão enquanto andava pela Rua Coronel Luiz José dos Santos. Durante o assalto, ela teve o celular levado e foi agredida pelo assaltante, que foi preso nesta semana. “Depois do assalto, eu não saio mais a pé de casa. Também não deixo mais meu filho, de 15 anos, ir a pé à escola de inglês”, revela. 

PM orienta não usar celular na rua
O comandante do 10º Batalhão de Polícia Militar (BPM), José Francisco Cardoso, sobre as situações de assaltos no Bairro 28 de Janeiro, comenta que o patrulhamento é feito de acordo com dados obtidos através do sistema de georreferenciamento, que aponta as regiões com maiores índices de crimes. 

“Com esses dados, conseguimos direcionar as equipes para as regiões que estão apresentando maiores índices de ocorrências e fazer o patrulhamento preventivo. Caso haja alterações, também redirecionamos as viaturas”, pontua.Cardoso frisa, que para ter um diagnóstico mais preciso, é importante que toda a vítima, de qualquer tipo de crime, denuncie. “Só assim vamos conseguir ter dados precisos”, diz. Ainda sobre casos de furtos e roubos, o comandante observa que a orientação é evitar andar com celular na mão. “Isso evita que o pedestre fique desatento e mais vulnerável. Além disso, outra recomendação é sempre que possível caminhar com alguém e em locais bem iluminados”, aconselha.