Apucarana

EJA de Apucarana é finalista em premiação nacional

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EJA de Apucarana é finalista em premiação nacional - Foto:  Profeta)
EJA de Apucarana é finalista em premiação nacional - Foto: Profeta)

A Educação de Jovens e Adultos (EJA) do município de Apucarana foi classificada entre as 10 melhores experiências nacionais para o prêmio “Medalha Paulo Freire”. Nesta segunda-feira (19), a Autarquia Municipal de Educação recebeu a visita do membro da Comissão Nacional de Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos (CNAEJA), professora Edna Maria Lopes do Nascimento, que veio conhecer in loco o projeto.

A Medalha Paulo Freire classifica anualmente as melhores ações que promovem a educação emancipatória e contribuem para a disseminação dos direitos humanos. O intuito é dar visibilidade às experiências que contribuem para a redução do analfabetismo e a melhoria da qualidade de vida.
A Educação de Jovens e Adultos da Rede Municipal de Ensino atende a 155 estudantes, com a oferta dos anos iniciais do Ensino Fundamental em 7 polos e 7 escolas. Durante o dia, a professora Edna Lopes visitou as turmas da EJA localizadas no Serviço Social do Comércio (Sesc) e nas Escolas Municipais Professor Idalice Moreira Prates, Albino Biachi, Augusto Weyand e João Antonio Braga Côrtes, além de participar de uma mostra cultural no polo da Universidade Aberta do Brasil (UAB) e de uma reunião no gabinete do Prefeito Beto Preto.
A secretária municipal de Educação, professora Marli Fernandes, afirma que a meta é erradicar o analfabetismo em Apucarana. “Queremos reduzir para menos de 4% o índice de pessoas que não sabem ler nem escrever e, consequentemente, obter o selo de cidade alfabetizada. Para isso, nós mantemos parcerias com o Sesc e com as Secretarias Municipais da Mulher e da Assistência Social, que nos ajudam a identificar o público-alvo, cedem espaço para novas turmas e oferecem cursos complementares ao currículo dos nossos alunos,” detalhou.
A função social da EJA é desenvolvida levando em conta as habilidades dos próprios alunos. A confecção de peças de artesanatos; o plantio de verduras, temperos e ervas; o preparo de sabão a partir de óleo usado e a arte de cozinhar são incentivados como forma de promover a independência financeira.
Os resultados já estão surgindo: os alunos apresentam autoestima elevada, motivação em aprender e participar de eventos, e buscam colocar em prática o que aprendem nos cursos, perseguindo seus direitos enquanto cidadãos.
“Eu fui para a escola quando criança, mas precisei abandonar os estudos para ajudar meus pais no trabalho. Retomei o aprendizado recentemente e estou na terceira série. Já sei escrever meu nome e não preciso da ajuda de ninguém para ir ao supermercado ou pegar um ônibus,” contou orgulhosa a aluna Maria do Carmo Rosa, 66 anos, da Escola Professor Idalice Moreira Prates.
A Medalha Paulo Freire foi entregue pela primeira vez em 2005. No Paraná, apenas os municípios de Apucarana e Paranaguá foram classificados na atual edição. A divulgação dos vencedores será feita entre 25 de agosto e 31 de dezembro.
“Estar classificado entre os dez finalistas já é uma enorme conquista, porque significa que o Município foi capaz de realizar um excelente trabalho, que serve de exemplo e  merece ser replicado em outras comunidades. A Medalha Paulo Freire não envolve premiação em dinheiro, mas sim o reconhecimento de práticas que estão dando certo na Educação de Jovens e Adultos,” garantiu professora Edna Lopes.