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Equilíbrio financeiro ainda é desafio para cooperativa de catadores

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Cooperativa dos Catadores de Apucarana (Cocap) enfrenta inúmeros desafios. Foto: Tribuna do Norte
Cooperativa dos Catadores de Apucarana (Cocap) enfrenta inúmeros desafios. Foto: Tribuna do Norte

Um mês após intervenção judicial, a Cooperativa dos Catadores de Apucarana (Cocap) enfrenta inúmeros desafios, um deles e considerado mais urgente é pagar os próprios cooperados, que estavam três meses sem remuneração. “A prioridade é pagar os cooperados. Conseguimos quitar março e abril, que ficou em cerca de R$ 60 mil, mas ainda precisamos pagar maio. O objetivo é ficar em dia com os pagamentos, porque isso impacta diretamente a vida dos colaboradores”, afirma o interventor Antônio Roberto Nogueira.

A segunda fase, segundo Nogueira, envolve uma série de medidas, que dependem de investimento. “Depois de quitar o pagamento dos cooperados, vamos investir na expansão da coleta seletiva e também melhorar a qualidade do que é coletado”, diz.

Porém, de imediato, ele explica que foram feitas parcerias com o Programa do Voluntariado Paranaense (Provopar), que irá trabalhar a valorização dos cooperados, e também com o curso de Administração da Unespar, que irá elaborar projetos que possam auxiliar no desenvolvimento da Cocap. “Precisamos valorizar os cooperados, porque são essenciais no processo de melhoramento da coleta e expansão dos serviços. Já com os estudantes, eles vão propor alguns projetos e, ao final, vamos colocar um em prática”, sublinha.

Além disso, o interventor frisa que será necessária uma campanha de conscientização junto à sociedade, para melhorar a qualidade da coleta. “Hoje, nas coletas, cooperados acabam cortando as mãos ao pegar sacolas com cacos de vidro. Também é comum embalagens sujas, que geram mau cheiro”, assinala.Por outro lado, Nogueira reconhece que alguns pontos precisarão ser melhorados, como a assiduidade. 

“Queremos firmar ainda novas parcerias com empresas, para conseguirmos ampliar a coleta e, consequentemente, a arrecadação”, diz.Quanto ao licenciamento ambiental junto ao Instituto Ambiental do Paraná, certificado de vistoria do Corpo de Bombeiros e alvará de funcionamento, que estão pendentes, ele diz que a Cocap trabalha para que ocorra a regularização, mas precisará de recursos para fazer os investimentos necessários. 

Uma das soluções temporárias foi o desligamento de máquinas que funcionavam de forma irregular ou colocava a segurança dos cooperados em risco. “Foi a solução encontrada para não gerar resíduos nem colocar cooperados em risco”, comenta.


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