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Apucarana

Construtora vai transferir pedreiros para novo alojamento após denúncia de condições precárias

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Trabalhadores denunciaram condições precárias de alojamento. Foto: Sérgio Rodrigo
Trabalhadores denunciaram condições precárias de alojamento. Foto: Sérgio Rodrigo

A Construtora Prestes, com sede em Ponta Grossa, informou nesta quinta-feira (27), que vai transferir os oito pedreiros nordestinos para um alojamento confortável e com boas condições sanitárias, após denúncia de trabalho em condições precárias em Apucarana. Os profissionais foram contratados pela LM Magalhães, de Arapongas, empreiteira terceirizada, para trabalhar no Residencial Solo Sagrado, região Norte. Na quarta-feira (26) eles registraram uma denúncia no Ministério Público do Trabalho (MPT), sobre péssimas condições em que foram submetidos.

Em nota, a Prestes Construtora e Incorporadora informa que, em relação a denúncias de trabalhadores, está assumindo o compromisso de rescindir o contrato com cada um dos empregados, mesmo que essa seja responsabilidade do fornecedor de mão de obra.  Além disso, o grupo será transferido nesta tarde, para outro alojamento, também de responsabilidade da Prestes. O novo local conta com totais condições sanitárias e conforto e ficará a disposição dos trabalhadores até que retornem aos seus destinos de origem. Ainda no período da tarde, representantes da empresa visitarão o sindicato da categoria para informar as medidas adotadas para a solução do impasse.

Entenda
Oito trabalhadores nordestinos deixaram suas famílias no Maranhão e no Sergipe em busca do sonho do emprego com carteira assinada e salário em dia em Apucarana. Porém, o que encontram por aqui foi outra realidade. Com salários atrasados, alojamento improvisado e alimentação insuficiente, o grupo de trabalhadores resolveu denunciar a situação ao Ministério do Trabalho. Na quarta-feira (26) o sindicato da categoria fez uma vistoria no alojamento e constatou as denúncias.

Os profissionais foram alojados em uma casa no Núcleo Habitacional Sanches dos Santos. No local, beliches rudimentares, construídas pelos próprios trabalhadores, colchões sujos e extremamente finos. Nos quartos não há cobertores, o que tem gerado preocupação porque os trabalhadores também não têm agasalhos de frio, uma vez que vieram de uma região quente.Na cozinha, uma mesa, uma geladeira, fogão e uma televisão. 

Os trabalhadores alegam que a comida que recebem não é suficiente, mas, com os salários atrasados, dizem que pouco podem fazer. “Resolvemos levar o caso ao Ministério do Trabalho, em Londrina, porque não sabemos mais o que fazer”, diz o pedreiro Wilton Diniz da Costa, de 28 anos. Por não morarem na região, eles desconheciam que Apucarana tem uma Vara do Trabalho e é sede do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Apucarana (Sticma).

Na avaliação do presidente do Sticma, Ataíde Botelho, a vistoria constatou irregularidades. “Vamos formalizar amanhã (hoje) a denúncia ao Ministério Público do Trabalho. Também vamos acompanhar a situação de cada trabalhador junto à Construtora Prestes, que é a responsável pelo empreendimento e tem responsabilidade também”, diz.

Profissionais foram alojados em uma casa no Sanches dos Santos. Foto: Sérgio Rodrigo

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