Apucarana

Câmeras podem ser instaladas para conter furtos em cemitérios de Apucarana

.

Placas de bronze viraram alvo de ladrões nos cemitérios Cristo Rei e da Saudade em Apucarana. Foto: Sérgio Rodrigo
Placas de bronze viraram alvo de ladrões nos cemitérios Cristo Rei e da Saudade em Apucarana. Foto: Sérgio Rodrigo

Placas de bronze viraram alvo de ladrões nos cemitérios Cristo Rei e da Saudade em Apucarana. Ao caminhar por entre os túmulos, é perceptível a ação dos criminosos. Em algumas áreas, as placas do material praticamente desapareceram. Apesar da Autarquia dos Serviços Funerários de Apucarana (Aserfa), não ter um número oficial, estima-se que pelo menos 80% dos jazigos tiveram as placas levadas. Nos dois cemitérios são cerca de 12,5 mil túmulos. Diante do avanço dos casos nos últimos três meses, a autarquia estuda instalar câmeras de monitoramento.

Ontem à tarde, por exemplo, a aposentada Aparecida Cândido da Silva, de 68 anos, foi visitar o túmulo do marido, que faleceu há 17 anos, e constatou o furto. “Estive aqui na semana passada e a plaquinha com o nome dele estava. Hoje já não estava mais. Eu vim justamente porque ouvi falar que tinham levado várias placas no fim de semana”, revela.Para a aposentada, o furto é sinônimo de desrespeito. 

“Não é pelo valor pago, mas pela falta de respeito com os nossos familiares que já se foram”, diz. No mercado clandestino, um quilo do metal custa, em média, R$10. Já para instalar os enfeites, o valor é bem diferente. Uma placa de bronze somente com a identificação sai, em média, por R$110. Já a placa de identificação mais a moldura da foto custa em de R$250.

De acordo com um funcionário do local, que prefere não se identificar, os criminosos furtam as placas de bronze no período da noite, quando não há vigilância do local.

Aposentada Aparecida Cândido da Silva, de 68 anos, foi visitar o túmulo do marido, que faleceu há 17 anos. Foto: Sérgio Rodrigo