Apucarana

Dez mulheres morreram de câncer no útero em Apucarana ano passado

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Consulta médica é fundamental para a prevenção da doença. Foto: Assessoria
Consulta médica é fundamental para a prevenção da doença. Foto: Assessoria

A Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana divulgou nesta sexta-feira (10) os dados preliminares sobre o número de mortes, entre mulheres de 45 a 64 anos, vítimas do câncer do colo do útero. Somente em 2016, dez mulheres morreram em decorrência da doença, mas o número pode aumentar em decorrência de novos registros de óbitos a serem recebidos pela instituição. No município de Apucarana, a razão de 0,38 das mulheres na faixa etária de 25 a 64 anos realizam o exame de colo de útero, quando o pactuado com o Ministério da Saúde é de 0,68. Este baixo índice de exame preventivo é um dos fatores da mortalidade.

O diretor presidente da Autarquia Municipal de Saúde, Roberto Kaneta, salienta que o município apresenta um dos menores índices de exames citopatológicos do colo do útero, na faixa etária de 25 a 64 anos de idade. 

“É uma situação preocupante, pois a rede de Atenção Básica está preparada para atender todas as mulheres que necessitam realizar os exames preventivos, quando se diagnostica o câncer uterino. É a partir destes exames que o tratamento é iniciado, com resultado expressivo de cura”, destaca o dirigente. 

Kaneta ressalta que são 33.850 mulheres – conforme dados do IBGE – que precisam realizar os exames preventivos da doença. 

“É fundamental que este público busque a rede de saúde, realize a consulta médica e realize os exames preliminares necessários para diagnosticar a doença. A baixa realização de exames – 0,38 – tem como consequência os números de mortalidade no município. São dez mulheres que morreram, mas o número pode aumentar, pois novos dados devem chegar no decorrer dos próximos meses”, disse Kaneta. 

Ele acredita que a falta de campanhas especificas para o diagnóstico ao câncer do colo do útero contribui para os números apresentados. Roberto Kaneta cita como exemplo o Outubro Rosa, voltado ao diagnóstico do câncer de mama. 

“É uma massificação de informação, alertando as mulheres sobre esta doença. Tanto que o Município alcançou a meta de 0,40 de exames para diagnosticar o câncer de mama, prevista pelo Governo do Estado”, salienta o diretor da AMS. 

Recomendações
O Ministério da Saúde, através do Instituto Nacional do Câncer, recomenda que o início da coleta para o exame citopatológico é aos 25 anos de idade para mulheres que já tiveram ou têm atividades sexuais. Os primeiros exames devem ser realizados com intervalo anual e os periódicos devem seguir até os 64 anos de idade. Para mulheres com mais de 64 anos de idade e que nunca se submeteram ao exame, deve-se realizar dois exames com intervalos de um a três anos.