Apucarana

Ladrões furtam 200 placas de bronze em cemitérios de Apucarana

Da Redação ·
Cemitérios de Apucarana são alvo de onda de furtos - FOTO- Sérgio Rodrigo
Cemitérios de Apucarana são alvo de onda de furtos - FOTO- Sérgio Rodrigo

Ladrões furtaram centenas de túmulos nos cemitérios de Apucarana (norte do Paraná) em busca de bronze. De acordo com a Autarquia de Serviços Funerários de Apucarana (Aserfa), placas, crucifixos e outros objetos feitos com o metal são os alvos preferidos dos bandidos. Familiares de pessoas sepultadas nos cemitérios da Saudade e Cristo Rei reclamam da situação, destacando a falta de respeito com a memória dos falecidos. Conforme levantamento de servidores públicos, cerca de 200 placas de bronze foram furtadas nas últimas semanas.

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De acordo com o diretor-superintendente da Aserfa, Marcos Bueno, o volume de furtos foi intensificado a partir do final de dezembro. “Fomos até delegacia prestar queixa no dia 19 de dezembro. 

Foi a data em que observamos um grande aumento nos casos de furtos nos dois cemitérios. Já inclusive entramos novamente em contato com a 17ª Subdivisão Policial para solicitar uma reunião com o delegado. Precisamos discutir melhor essa situação”, afirma. Ele diz ainda que várias medidas já foram tomadas pela administração pública no sentido de diminuir os furtos. 

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Vandalismo
“Já colocamos iluminação, arame farpado circular nos muros, mas não adianta. Os bandidos chegaram a cerrar o arame farpado para entrar e roubar, inclusive praticando vandalismo”, diz.A dona de casa Eliana de Lima Sacchelli tem pai e filho sepultados no Cemitério da Saudade.

Surpresa
Ela ficou surpresa quando, na última semana, recebeu uma ligação informando do furto de placas de bronze no túmulo da família.“Quem me ligou foi a mulher que contratamos para limpar o túmulo. Ela disse que chegou lá e viu que as placas haviam sido arrancadas. É um absurdo isso. Não há respeito pelos entes queridos das pessoas. É parte da memória da minha família que está sendo arrancada”, diz ela.Eliana pede mais segurança. 

“Acredito que os cemitérios precisam de vigias, para que situações como essa não aconteçam mais”, diz.A Aserfa orienta familiares que possuem túmulos nos cemitérios a evitarem colocar peças de valor nos jazigos.