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Apucarana

Casa de passagem para índios não sai do papel

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famílias estão na área desde o último dia 20. Elas vieram da Aldeia Apucaraninha. Foto: Sérgio Rodrigo
famílias estão na área desde o último dia 20. Elas vieram da Aldeia Apucaraninha. Foto: Sérgio Rodrigo

Determinada por sentença judicial para ser iniciada em outubro do ano passado, a construção da casa de passagem para indígenas continua apenas um projeto em Apucarana. A razão apresentada pela Fundação Nacional do Índio (Funai), responsável por repassar o valor da obra – avaliada em cerca de R$ 900 mil - é falta de dinheiro em caixa. Anualmente, Apucarana recebe dezenas de famílias indígenas, que vêm de aldeias de Ortigueira e Tamarana, vender artesanato.

A construção da casa foi determinada tanto em sentença (ver boxe) quanto em um TAC entre Funai e município, que doou o terreno para o empreendimento em 2011. Até agora, entretanto, a Funai não destinou recursos para obra.O terreno doado pelo Município, de 4 mil m², fica no Parque Japira. O local é endereço de famílias indígenas, que visitam o município, há anos. Atualmente, três famílias estão na área desde o último dia 20 .Elas vieram da Aldeia Apucaraninha, localizada na região metropolitana de Londrina, para vender artesanatos, em especial cestos de bambu. 

“Nós devemos retornar para a nossa aldeia na próxima semana”, revela o indígena Paulo Servino, de 43 anos.As barracas foram montadas em meio ao capim alto do parque, que não tem banheiro público. Como fonte de água, os indígenas, usam um cano d’água disponibilizado pela Prefeitura. “Usamos essa água para beber, cozinhar e tomar banho”, diz Servino.

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