Apucarana

Deficientes visuais celebram data com foco na superação

Da Redação ·
Francisco Augusto de Paulo, de 59 anos, é deficiente visual desde os oito: música ajuda a superar limitação - Foto: José Luiz Mendes
Francisco Augusto de Paulo, de 59 anos, é deficiente visual desde os oito: música ajuda a superar limitação - Foto: José Luiz Mendes

13 de dezembro é o Dia Nacional do Deficiente Visual. Criado pelo então presidente da República Jânio da Silva Quadros através do Decreto nº 51.405/61 - publicado no Diário Oficial da União em 26 de julho de 1961, a data é celebrada anualmente com diversas atividades focadas nas possibilidades de superação. 

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O Dia Nacional do Deficiente Visual foi criado em decorrência da necessidade de incentivar o princípio de solidariedade humana, mundialmente estabelecido no princípio da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que preserva o direito fundamental de igualdade e solidariedade entre todos dentro da mesma sociedade, sem discriminação e distinção a qualquer nível. 

Nos últimos anos houve evolução acentuada no modo como os deficientes visuais vêm sendo tratados pela sociedade e, de fato, foi registrada alguma evolução na legislação e nos métodos de ensino. Entretanto, muito ainda falta para ser feito de forma que a plena inclusão destas pessoas venha a se concretizar - tanto na educação quanto nas atividades cotidianas em geral. 

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Especialistas no assunto consideram que o Dia do Deficiente Visual, na prática, deveriam ser todos os dias do ano - nos quais as pessoas, com conscientização e simples atitudes cotidianas, vão somando esforços para que tornar a vida do portador de necessidades especiais menos limitada. 

Instituto do Cego
Em Apucarana, o Instituto do Cego, fundado em 2 de janeiro de 1985 e atualmente com sede situada na Rua Clóvis da Fonseca, próximo ao Clube 28 de Janeiro, na área central da cidade, tem 31 pessoas matriculadas. De acordo com a professora Rosélia Cordeiro da Silva, entre outras coisas, o instituto, que conta com apoios de Rotary e outros colaboradores, dá apoio pedagógico para que parou de estudar e pretende retornar aos bancos escolares. 

Deficientes visuais celebram data com foco na superação fonte: Reprodução
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"Aqui temos desde alunos que passam pelo processo de alfabetização até universitários. Também disponibilizamos cursos de informática com programa específico para deficientes visuais, orientação de mobilidade com a técnica da bengala e práticas de vida autônoma, como por exemplo, reensinar mulheres portadoras de deficiência visual a cozinhar e cuidar da casa", relata a professora Rosélia.

Música como forma de superação 
O aposentado Francisco Augusto de Paulo, de 59 anos, morador no Jardim Milani, em Apucarana, é um daquelas pessoas que parece não ter ter qualquer tipo de problema na vida, apesar se ser deficiente visual desde os oito anos. Considerado um exemplo por familiares, amigos e vizinhos, Francisco relata que nasceu com problema congênito de visão e aos oito a perdeu totalmente. 

Deficientes visuais celebram data com foco na superação fonte: Reprodução
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Fé em Deus e amor da família
"Recebo uma pensão que era do meu pai e moro com um irmã e uma cunhado e meus familiares e amigos me ajudam muito", destaca. Ele conta que fez da música uma válvula de escape para superar a falta de visão. 

"É muito divertido quando pego minha viola para cantar, pois desta forma posso passar alegria para outras pessoas. Toco e canto em festas, eventos em escolas e na igreja. Assim vou levando a vida, pois com fé em Deus e amor da família e dos amigos fica tudo mais fácil"