Apucarana

Empresários usam redes sociais para expor produtos e impulsionar vendas

Da Redação ·
Redes sociais já se tornaram plataformas de negócio. Foto: Tribuna do Norte
Redes sociais já se tornaram plataformas de negócio. Foto: Tribuna do Norte

Muito mais do que simples ferramentas para manter amigos e familiares em contato uns com os outros, as redes sociais já se tornaram plataformas de negócio. Sites como Facebook, Twitter e até mesmo o aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp têm sido utilizados com sucesso por grandes empresas há alguns anos. A novidade recente é a entrada de lojas locais e vendedores autônomos, que utilizam esses espaços como forma de mostrar seus produtos, cultivar uma maior proximidade com os clientes e impulsionar vendas.

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A artesã apucaranense Patrícia Proença viu suas vendas mais que dobrarem recentemente. Tudo por conta das redes sociais. “Hoje, mais da metade dos pedidos que recebo são feitos através das redes sociais. A internet ampliou muito o meu negócio. Converso com gente do Brasil inteiro. Costumo dizer que é a nova modalidade de vendas porta-a-porta, um porta-a-porta digital”, define.Segundo ela, as possibilidades de negócio pela rede são enormes. 

“É mais fácil ficar conhecida. Consigo chegar nos clientes e eles conseguem chegar até mim com mais facilidade. O leque de possibilidades é muito grande. Por causa das redes sociais, já recebi convites para expor meu trabalho, o que dificilmente teria acontecido pelos meios convencionais. Na internet, as indicações são muito importantes. As pessoas vão te indicando para amigos, parentes, e assim você vai ampliando os horizontes do seu negócio”, afirma.

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Em época de crise econômica e retração em diversas áreas, o ano de 2016 deve ser de crescimento para o comércio eletrônico, muito por conta das redes sociais. A expectativa da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) é de que o ano feche com crescimento de 18% em relação a 2015 e faturamento total de R$ 56,8 bilhões. O ano deve registrar 190,9 milhões de pedidos nas lojas virtuais, cada um movimentando em média R$ 298.No ano passado, o setor já havia crescido 22% em relação ao ano anterior, com faturamento de R$ 48,2 bilhões. O ano de 2015 fechou com 155,5 milhões de pedidos e um ticket médio de R$ 310.

E-MOBILE
A democratização dos smartphones alavanca o crescimento. Segundo a pesquisa da ABComm, as compras via aparelhos portáteis devem representar 30% do total de pedidos, ante 20% em 2015. 

“Os resultados são excelentes. Tão bons que a prática se tornou fundamental aqui na loja. Incentivamos as vendedoras a manterem esse contato como uma forma de aproximação do cliente, inclusive com mensagens personalizadas”, explica Ana Paula Gomes, gerente de uma loja de perfumaria e cosméticos em Apucarana.

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“Funciona assim: quando o cliente efetua uma compra na loja, pegamos os dados dele e, caso ele aceite, enviamos ofertas, promoções e lançamentos através do WhatsApp. Tentamos ser objetivos, oferecendo produtos que ele já comprou ou similares, da mesma linha. As pessoas têm gostado bastante, algumas inclusive pedem pelo serviço. Na correria do dia-a-dia, as pessoas gostam desse tipo de serviço direcionado”, afirma ela. 

Internet é democrática“As pessoas, empresas, enfim, todo tipo de negócio precisa entender a importância das redes sociais. Muita gente ainda negligencia essa plataforma. É preciso investir e estar atento às ferramentas digitais. Uma hora por dia pode mudar os rumos da sua empresa”, garante João Paulo Balthazar, especialista em Marketing Digital.Atuando há oito anos com redes sociais, ele afirma que essa é a plataforma de marketing mais democrática que existe. 

“O principal recurso aplicado é tempo. Entrar e postar é gratuito. Claro que você não consegue um resultado muito grande dessa forma. Mas, caso você queira criar um anúncio mais profissional ou impulsionar um conteúdo, o investimento parte de R$ 10”.Segundo Balthazar, um bom trabalho de mídias sociais mostra cuidado e atenção com o cliente. 

“O Marketing Digital atua em dois pontos, que são o impacto gerado quando um potencial cliente te encontra e como gerar negócio a partir desse contato. O consumidor busca uma identificação com aquilo que ele procura. Nisso, os negócios menores podem conseguir resultados ainda melhores do que grandes empresas, pois eles são mais próximos do público-alvo. As redes sociais têm essa característica: elas conseguem nivelar os pequenos e os grandes”, aponta.