Apucarana

Modalidades olímpicas, lutas marciais tradicionais perdem espaço para MMA 

Da Redação ·
Modalidades esportivas tradicionais no mundo das artes marciais, como o judô e o taekwondo estão perdendo adeptos. Foto: Sérgio Rodrigo
Modalidades esportivas tradicionais no mundo das artes marciais, como o judô e o taekwondo estão perdendo adeptos. Foto: Sérgio Rodrigo

Apesar de estarem em evidência por conta dos Jogos Olímpicos, modalidades esportivas tradicionais no mundo das artes marciais, como o judô e o taekwondo estão perdendo adeptos. Com o avanço do MMA, modalidades como o jiu-jitsu e o muay thai vem ganhando espaço, o que impacta tanto nas empresas de materiais esportivos quanto nas academias especializadas.  As boas expectativas de vendas no período das olimpíadas não se concretizaram para uma empresa de quimonos e materiais esportivos em Apucarana. A gerente comercial da marca, Renata Galati, afirma que os Jogos tiveram inclusive um impacto negativo na comercialização de itens de modalidades que estão no evento. 

continua após publicidade

“O judô e o taekwondo, ao invés de terem mais vendas, na verdade tiveram o volume diminuído. Primeiro, pela situação econômica difícil que enfrentamos. Mas também porque os adeptos acabaram gastando com ingressos para os jogos, e não com equipamentos. Isso acabou fazendo diferença”, destaca.  

Até mesmo as compras públicas foram afetadas. “Nós trabalhamos muito com licitações para municípios e estados que oferecem essas modalidades no contraturno. Essas compras também caíram. Neste ano, foram apenas aquisições pontuais do poder público, nada como o volume vendido em 2015”, diz ela. No entanto, o jiu-jitsu e o muay thai são apontados como as modalidades que mais crescem. 

continua após publicidade

“Essas duas artes marciais estão no auge atualmente, muito por conta do MMA, que utiliza ambas como as principais bases. São elas que têm nos mantém com vendas favoráveis, crescendo”, afirma Renata. 

Ainda segundo a gerente comercial, há características no público desses dois esportes que exigem atenção do grupo criativo da empresa. “São públicos mais exigentes, que estão muito mais conectados com a moda, diferentemente do judô, por exemplo, que é bem mais tradicional. Nossa expectativa é que, com o caratê entrando nos próximos Jogos Olímpicos, essa modalidade também cresça”. 

O MMA ficando mais em evidência, fazendo com que os Jogos Olímpicos fiquem de certa forma na contramão da popularidade, tem reflexos nas academias. Rafael Paulino de Abreu, proprietário de uma escola de artes marciais em Apucarana, comprova. 

continua após publicidade

“Nosso maior número de alunos está no jiu-jitsu e no muay thai, sem dúvidas. O MMA é o esporte que mais cresce no mundo das artes marciais, o que se reflete na procura dos praticantes”, diz. No entanto, segundo ele, os esportes tradicionais ainda têm espaço. 

“O judô é a base. Nós sempre recomendamos para as crianças que se interessam pelas artes marciais que iniciem no judô. É a melhor modalidade para iniciar, para adquirir disciplina, pegar familiaridade com o tatame e com as dinâmicas das artes marciais. O judô ainda é muito importante”, diz.