Apucarana

Descentralização das consultas do pré-natal será ampliada

Da Redação ·
UBS Valdecir de Paula está com 12 gestantes realizando o pré-natal com o médico de Família e Comunidade, Luis Antônio Vilela (Fotos - Edson Denobi)
UBS Valdecir de Paula está com 12 gestantes realizando o pré-natal com o médico de Família e Comunidade, Luis Antônio Vilela (Fotos - Edson Denobi)

A experiência da Autarquia Municipal de Saúde, iniciada há 4 meses na Unidade Básica de Saúde (UBS) Valdecir de Paula, no Jardim da Flores, de descentralizar o atendimento de pré-natal de baixo risco, hoje realizado na Casa da Gestante, será ampliada gradativamente. A medida, anunciada hoje pelo superintendente da Estratégia Saúde da Família (ESF), Odarlone Orente, é reflexo da grande aceitação da iniciativa junto as gestantes que estão fazendo o pré-natal no posto de saúde do seu bairro.

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A UBS Valdecir de Paula está com 12 gestantes realizando o pré-natal com o médico de família e Comunidade daquela unidade de saúde, Luis Antônio Vilela. O grupo, que faz parte projeto piloto de descentralização do atendimento de pré-natal de baixo risco, participou hoje à tarde de um encontro, no próprio posto de saúde, para receber orientações com a psicóloga Ana Rita Menini e a nutricionista Lorayne Verona, da Autarquia Municipal de Saúde.

“Me sinto em casa, mais segura. Tudo ficou mais prático para mim e o atendimento do médico e das enfermeiras não poderia ser melhor. Se preciso de alguma coisa, como na semana passada que estava com uma gripe forte, sou atendida sem demora e com muita atenção. Minhas amigas de outros bairros estão com inveja e querem fazer o pré-natal aqui também de tanto que elogio o atendimento que recebo sem sair no meu bairro”, relata a moradora da Vila Bruna, Cintia Maria da Silva, grávida de 20 semanas de uma menina, lembrando que foi a primeira gestante a fazer o pré-natal descentralizado, na UBS Valdecir de Paula. 

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Na sétima semana de gravidez, Simone Ribeiro dos Santos, moradora do Jardim das Flores, comemora a oportunidade de fazer o pré-natal do segundo filho no bairro onde mora e trabalha.

“Na primeira gestação fui atendida na Casa da Gestante e era difícil por causa do deslocamento. Mesmo indo de carro existia o problema de estacionamento, além do tempo maior que tinha que dispor, às vezes uma manhã inteira. Foi uma bênção poder fazer o pré-natal na rua de cima da minha casa”, observa. Conforme a proposta do projeto de descentralização do atendimento da Casa da Gestante, o pré-natal das gestantes de baixo risco nas UBS é realizado pelo médico com especialidade em Medicina da Família e Comunidade. Os casos identificados durante as consultas como gestação de alto risco são encaminhados a Casa da Gestante e passam a ser acompanhados simultaneamente pelo obstetra daquele local, bem como pelo médico da UBS da comunidade em que a mulher grávida residir. 

É o caso da gestante de 18 semanas, Adriana Adenir Bispo, moradora do Jardim São Pedro. Hipertensa e com histórico de pré-eclâmpsia na primeira gestação, ela fez sua primeira consulta pré-natal na UBS com o médico Luis Vilela, mas foi encaminhada para Casa da Gestante, que é referência no atendimento em gestantes nesta condições. “Tudo que preciso entre uma consulta e outra na Casa da Gestante busco o posto de saúde e sou atendida pelo médico.

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É muito bom saber que posso contar com esse acompanhamento da minha gravidez também aqui na região onde moro”, declara Adriana. O médico Luis Vilela destaca a aceitação das gestantes de receber o atendimento pré-natal na UBS. “Na maioria dos casos, já tenho um vínculo profissional com as gestantes, através de atendimentos prestados anteriormente em diferentes circunstâncias. Sou conhecido como médico da família do bairro. 

Nesta nova experiência de acompanhar a gestação das mulheres da comunidade tenho a preocupação de promover a inclusão familiar, estimulando a presença do filho e do marido nas consultas. Além da consulta mensal, enfatizo para todas as gestantes que elas têm o acesso espontâneo aos serviços médicos das UBS quantas vezes for preciso”, relata. Segundo o superintendente do ESF, Odarlone Orente, o processo de descentralização será gradativo e deve abranger em breve todas as UBS “A realização do pré-natal no próprio UBS do bairro da gestante é uma recomendação geral de vários órgãos da saúde, como forma de facilitar o acesso ao atendimento.

Também é um meio de criar um vínculo maior entre a comunidade e os profissionais da saúde da unidade, bem como otimizar os recursos da Casa da Gestante, onde pretendemos transformar num centro de referência ao atendimento as gestantes de alto risco”, explica Odarlone Orente. A expectativa, de acordo com Orente, é que o processo de descentralização crie um impacto positivo nos índices do período de gestação. “Esperamos uma redução nos partos prematuros e de baixo peso dos nascentes, bem como melhorar índice nutricional da gestante e reduzir a mortalidade infantil”, exemplifica o superintendente da ESF.