Apucarana

Sanepar fecha área contaminada de aterro em Apucarana

Da Redação ·
Nova célula entra em funcionamento hoje no aterro de Apucarana | Foto: Delair Garcia
Nova célula entra em funcionamento hoje no aterro de Apucarana | Foto: Delair Garcia

A Sanepar interrompeu o funcionamento de uma célula do aterro sanitário de Apucarana e ativou uma nova unidade que passa a receber resíduos a partir de hoje. A decisão ocorre em meio a abertura de um procedimento administrativo pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema) que investiga o lançamento irregular de lixo hospitalar na célula que estava em operação.

Há cerca de 15 dias funcionários da companhia encontraram sacolas com bolsas de sangue e várias seringas com agulhas, com volume correspondente a 3 mil litros. Segundo a Sanepar, o material estava misturado com resíduos domésticos e foi recolhido pela empresa responsável pela coleta de lixo regular, contratada pela prefeitura. A Sanepar informou que também instaurou procedimento administrativo para investigar o caso.  O gerente de resíduos sólidos da Sanepar, Péricles weber, de Curitiba, esteve ontem no aterro de Apucarana e informou que a companhia decidiu interromper o uso da célula atual - onde o material foi aterrado - para que o despejo irregular possa ser investigado e o local desinfetado.

De acordo com ele, o local será vedado e não receberá mais lixo a partir de hoje.  “Assim tomamos conhecimento a respeito do lançamento de lixo hospitalar no aterro estabelecemos imediatamente um procedimento administrativo para averiguar o que aconteceu”, disse Weber. O gerente também informou que se reuniu com representantes da prefeitura para que o problema não volte a ocorrer. O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) também foi comunicado. “Já informamos todas as autoridades competentes para identificar o responsável por lançar esse material no meio de outros resíduos”, diz ele. O lixo encontrado no aterro de Apucarana continha etiquetas do Hemocentro Regional e Hospital Universitário (HU) de Londrina.

A reportagem tentou falar com a assessoria de imprensa da instituição contudo, foi informada que não houve expediente ontem por causa do feriado do Dia do Professor.  A nova célula para onde serão destinados os resíduos domésticos está regulamentada dentro das exigências ambientais, afirma Weber. De acordo com o gerente, a nova unidade tem vida útil de 3 anos e é revestida com manta impermeabilizante, ao contrário das células anteriores, que eram uma espécie de transição entre o lixão e a célula de proteção. A Sanepar investiu R$ 1,5 mi na ampliação do aterro.

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