Apucarana

Médico presta ajuda gratuita para quem quer deixar de fumar 

Da Redação ·

O médico Osvaldo Augusto Zardo, que atende em Apucarana e Marilândia do Sul, vem realizando um trabalho efetivo no distrito da Vila Reis com base no Programa Nacional de Controle ao Tabagismo. Nesta quarta-feira, Zardo ministrou curso para 20 participantes da quarta turma de pessoas que tomaram a decisão de parar de fumar. As reuniões acontecem semanalmente no primeiro dos três meses de curso.

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Foto: José Luiz Mendes

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O tratamento é gratuito e com reuniões no primeiro mês semanais, em seguida no segundo mês quinzenais, e no terceiro mês uma vez por mês. "Nas reuniões são discutidas as dificuldades que cada fumante tem e auxiliamos os participantes com medicamentos e adesivos antinicotina, que ajudam a vencer a dependência do tabaco. A medicação é gratuita e fornecida nas Unidades Básicas de Saúde, através de parceria do Governo Federal com a prefeitura de Apucarana", assinala Zardo. O médico frisa que o foco do curso são os prejuízos causados pela dependência do cigarro. O médico enfatiza que essa mudança de hábito pode evitar uma série de doenças, como bronquite crônica, asma, enfizema pulmonar, doença pulmonar obstrutiva crônica, além de câncer de laringe, garganta e pulmões, problema de hipertensão arterial (pressão alta), infarto do miocárdio, acidentes vascular cerebral (AVC), trombose, entre outras enfermidades. "Essa iniciativa tem total apoio da prefeitura de Apucarana, que ajuda a disponibilizar o curso para médicos de cada UBS do município,  com base no Programa Nacional de Controle ao Tabagismo", completa Zardo.

Foto: José Luiz Mendes

O webmaster e funcionário público Luciano Rosa Ross é um dos participantes do curso. "Há dez dias que não fumo um cigarro e não está sendo fácil, mas vou persistir, pois a minha saúde está em primeiro lugar", afirma Ross 

ESTATÍSTICA - Conforme o Ministério da Saúde, aproximadamente 45% dos atendidos param de fumar durante o programa e procura pelo programa tem aumentado cada vez mais. A maioriA dos atendidos está entre a faixa etária de 40 a 50 anos Dependendo na necessidade, a pessoa pode ser encaminhada para o exame de espirometria, que detecta doenças respiratórias.   Espirometria Esperiometria, também conhecida como teste de sopro, é um exame que mede a função pulmonar. O teste vai quantificar o ar que a pessoa assoprou e qual a velocidade. Com isso, são calculados alguns indicadores de como está funcionando o pulmão. É um exame em que se avaliam os volumes e fluxos de ar que entram e saem do pulmão. Utiliza-se um aparelho no qual a pessoa assopra em um bocal, chamado esperiômetro, e avalia-se o fluxo e a quantidade de ar que sai dos pulmões. Se o resultado indicar alguma alteração, outros exames serão necessários para confirmar um diagnóstico de doenças respiratórias, como asma e outras.     

QUEDA - Segundo o  Ministério da Saúde, o ato de fumar está cada vez menos popular no Brasil. Atualmente, 10,8% dos brasileiros ainda mantêm o hábito de fumar – o índice é maior entre os homens (12,8%) do que entre as mulheres (9%). Os números representam uma queda de 30,7% no percentual de fumantes nos últimos nove anos. Em 2006, 15,6% dos brasileiros declaravam consumir o produto. A redução no consumo é resultado de uma série de ações desenvolvidas pelo Governo Federal para combater o uso do tabaco. Entre os principais motivos para a queda do consumo do tabaco no Brasil está o aumento do preço dos cigarros. Segundo a Pesquisa ICT/INCA, 62% dos fumantes pensaram em parar de fumar devido ao valor do produto no país. A política de preços mínimos também está diretamente ligada à redução da experimentação entre os jovens, já que cerca de 80% dos fumantes iniciam o hábito antes dos 18 anos. O tabagismo é um fator importante para o desenvolvimento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) – como câncer, doenças pulmonares e cardiovasculares – e o uso do tabaco continua sendo a principal causa de mortes evitáveis. Ainda segundo o Ministério da Saúde, o uso de cigarros é maior na faixa etária de 45 a 54 anos (13,2%) e menor entre os jovens de 18 a 24 anos (7,8%). Os homens fumam mais em Porto Alegre (17,9%), Belo Horizonte (16,2%) e Cuiabá (15,6%) e as mulheres em Porto Alegre (15,1%), São Paulo (13%) e Curitiba (15,6%). O tabagismo é menos frequente em Fortaleza (8,6%), Salvador (9%) e São Luís (9,3%) entre os homens, e no público feminino em São Luís (2,5%), Palmas (3%) e Teresina (3,1%).

LEI ANTIFUMO - Em 2014, a regulamentação da Lei Antifumo proibiu o consumo de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos e outros produtos fumígenos, derivados ou não do tabaco, em locais de uso coletivo, públicos ou privados, mesmo que o ambiente esteja só parcialmente fechado por uma parede, divisória, teto ou até toldo. Os narguilés também foram incluídos na proibição. Ainda dentro das ações que vem sendo desenvolvidas pelo Governo Federal desde 2011 está a política de preço mínimo para cigarro e a proibição da propaganda comercial de cigarros em todo o território nacional, sendo permitida apenas a exposição dos produtos nos locais de vendas. Esse conjunto de iniciativas permitiu que, até 2015, segundo o balanço do Plano de DCNT, a redução da prevalência de tabagismo seja o indicador de fator de risco com maior avanço no Brasil. O Ministério da Saúde também ampliou ações de prevenção com atenção especial aos grupos mais vulneráveis (jovens, mulheres, população de menor renda e escolaridade, indígenas, quilombolas), assim como contribuiu para o fortalecimento da implementação da política de preços e de aumento de impostos dos produtos derivados do tabaco e álcool. Houve também o fortalecimento, no Programa Saúde na Escola (PSE), das ações educativas voltadas à prevenção e à redução do uso de álcool e do tabaco.