Apucarana

​Polícia faz vistoria em colégio do qual teria sido desviada merenda escolar

Da Redação ·
Foto: Delair Garcia
Foto: Delair Garcia

O delegado-chefe da 17ª Subdivisão Policial (SDP) de Apucarana, José Aparecido Jacovós, está, na manhã desta segunda-feira (14), com uma equipe de investigadores no Colégio Antônio dos Três Reis de Oliveira, na zona norte da cidade. No local a polícia realiza levantamento do suposto montante de merenda escolar que teria sido desviado do estabelecimento de ensino público. "Estamos na fase inicial de investigação e esse é o primeiro procedimento a ser realizado para dar andamento ao inquérito relativo ao caso", afirma Jacovós. Conforme o delegado, alguns gêneros alimentícios encontrados no local são similares aos apreendidos pela PM em um estabelecimento particular. A chefe do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Apucarana, professora Maria Onide Balan Sardinha, acompanhou a checagem da polícia e adiantou que uma sindicância relativa ao caso deverá ser aberta. O promotor Eduardo Cabrini também esteve no estabelecimento de ensino público junto com a polícia e a chefe da NRE.

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PRISÕES - Na sexta-feira (11) à noite,  após solicitação do Promotor de Justiça Eduardo Augusto Cabrini, agentes do Serviço de Inteligência (P2) da PM prenderam em flagrante o diretor do colégio, Luiz De Faveri, de 44 anos, e a pedagoga Olívia Mayara Jorge, de 33 anos, por suposto desvio de merenda escolar. Os dois foram autuados em flagrante por peculato e afastados das funções que ocupavam tanto na rede pública de ensino do Estado e ainda no município.  

TIPIFICAÇÃO DO CRIME E PENA - O artigo 312 do Código Penal tipifica o peculato como: "Crime de apropriação por parte do funcionário público, de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou privado de que tenha a posse em razão do cargo, ou desviá-lo em proveito próprio ou alheio. A pena para este crime pode variar de 2 a 12 anos de reclusão."

LIBERDADE - O Judiciário de Apucarana confirmou nesta segunda-feira (14) que o diretor do colégio e a pedagoga foram colocados em liberdade, após pagamento de fiança de 20 salários mínimos cada um, estabelecida pelo juiz. Eles foram soltos por volta das 22 horas de domingo (13).

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