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Apucaranense leva a vida com duas jiboias de estimação

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Nada de cães nem gatos. O empresário apucaranense Fernando Felippe, 30 anos, apaixonado por bichos desde a infância, resolveu inovar na escolha de seus últimos animais de estimação. Há dois anos, ele escolheu duas jiboias, típicas da selva amazônica, para dividir o seu dia a dia. Para os répteis se sentirem em casa, o apucaranense fez um terrário na sala de jantar, onde as condições características da Floresta Amazônica, ou seja, clima quente e úmido, são reproduzidas.

Para se certificar, Fernando instalou termômetro, ar-condicionado e umidificador no terrário, onde Thor, de 1,7 meses, e da Medusa, 3,7 meses, que são irmãos, passam a maior parte do tempo. Dentro do recipiente, a temperatura fica entre 25º e 30º C e a umidade varia entre 60 a 80%.   O empresário também tem cuidado especial com a alimentação dos répteis, que medem 1 metro (Thor) e 1,40 metros (Medusa). Por não encontrar ratinhos com facilidade, ele mesmo cria roedores em casa. A cada 15 dias, as cobram precisam ser alimentadas. Para não se esquecer, ele anota os dias que alimentou as jiboias e observa o comportamento delas.

“Quando estão com fome, começam a ficar inquietas”, observa. Aliás, Fernando, antes de receber seus animaizinhos de estimação, precisou fazer um curso sobre como cuidar deste tipo de jiboia e entender mais sobre seu comportamento. As jiboias (boa constrictor constrictor) não são venenosas e, segundo ele, não dão trabalho algum, uma vez que não soltam pelo nem precisam ser alimentadas todos os dias. “Nesses dois anos nunca picaram nem falaram mal de ninguém”, brinca.  Thor e Medusa, que receberam os nomes baseados na mitologia nórdica e grega, também só tomam água a cada 15 dias.

O empresário explica que, além de não ser venenosas, as jiboias não atacam, porque nasceram em cativeiro e estão acostumadas com a presença de seres humanos. Ele comprou as cobras de um criadouro em Belo Horizonte (MG), que é autorizado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), inclusive vêm com chip, que deve ser devolvido em caso de morte das serpentes, para controle do Ibama. Cada uma delas custou 3,5 mil. “Durante vários anos eu quis comprá-las, mas esperei ter condições de não só pagar o preço pelas jiboias, mas também de oferecer todas as condições adequadas”, comenta. 

Apucaranense fez um terrário para as jiboias na sala de jantar
Foto: Delair Garcia




Nova rotina

Com Thor e Medusa em casa, a rotina dele e da família inteira mudou. Apesar das jiboias não liderarem a lista de bichinhos mais fofos, a mãe de Fernando, Rosângela Rodrigues, 51, comenta que o número de visitas aumentou. O motivo, é claro, são os “moradores ilustres”. Por isso, Fernando, que também é piloto de motocross, viu a popularidade aumentar, em especial com o público feminino. “Sempre que posso, eu as levo para passear, assim como os donos de outros animais. É uma festa. Todo mundo quer saber mais, especialmente as meninas”, revela em tom de brincadeira.  

Entretanto, ele garante que só deixa alguém pegar as jiboias quando está por perto.  “Apesar de não parecer, são inofensivas e sensíveis. Quando são pegas de qualquer jeito, acabam machucadas”, diz. Thor, quando chegar a fase adulta, pode medir até 2 metros, e Medusa, 4 metros. E quando esse momento chegar, ele vai ter outra preocupação, não deixar que os dois acasalem, caso contrário, a família pode aumentar de maneira brusca. De cada gestação pode nascer até 60 filhotes. “Eu até queria, mas não posso. Não tenho autorização para criar jiboias”, afirma, para alívio da mãe.

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