Apucarana

Cemitério de Apucarana tem vagas de sobra

Da Redação ·
Cerca de 150 pessoas estão sepultadas no Portal do Céu, em Apucarana - Foto:  Sérgio Rodrigo
Cerca de 150 pessoas estão sepultadas no Portal do Céu, em Apucarana - Foto: Sérgio Rodrigo

Há três anos em atividade, o Cemitério Parque Portal do Céu, em Apucarana, ainda é um grande gramado sem lápides na maior parte de sua extensão. O local contrasta com a situação dos cemitérios municipais Cristo Rei e Saudade, hoje praticamente lotados. A direção do empreendimento, que tem sede em Curitiba, reconhece que o local tem ainda poucos jazigos ocupados e diz que o apucaranense ainda não se adaptou à ideia.

O empreendimento foi planejado ao longo de cerca de 10 anos, tempo que foi necessário para a aquisição de todas as licenças junto aos órgãos competentes. Com cerca de 4 alqueires, a área totalmente gramada possui 12 mil lotes. Cada lote possibilita o sepultamento de duas pessoas.A diferença é que não há sepulturas tradicionais, mas apenas lápides no chão. A Prefeitura de Apucarana tem direito a dois mil lotes para o enterro de indigentes ou pessoas carentes.Jorge Calberg é o engenheiro responsável pelo empreendimento e um dos sócios da Urbanizadora Campos Verdes, de Curitiba, que é a proprietária do local.

Segundo ele, pouco mais de 150 pessoas encontram-se enterradas no local, incluindo a área da Prefeitura. Outros 200 jazigos já estão comercializados.“Acredito que enfrentamos uma certa resistência por parte do apucaranense. Acho que a população ainda não se adaptou à ideia de um cemitério-parque, que é um conceito já bem difundido em todo o Brasil. Mas é uma questão da cultura local. Também há a queixa da distância do cemitério para o centro da cidade. Mas, particularmente, não considero essa uma grande distância”, afirma o engenheiro.

De acordo com ele, uma parceria maior com a Prefeitura foi buscada, mas sem sucesso. “Tentamos um contato com a Prefeitura, mas não obtivemos retorno. Os cemitérios municipais estão praticamente lotados e, para se conseguir um terreno, adquirir as licenças necessárias e criar um novo cemitério, leva-se pelo menos dois anos. Acredito que poderíamos, através de uma parceria com o município, sermos a melhor alternativa”, diz.

A reportagem tentou contato com a direção da Autarquia de Serviços Funerários de Apucarana (Aserfa) para discutir a possibilidade, mas não obteve êxito.A professora Sônia Marchi possui o filho e o esposo enterrados no local. “Eu entendo a resistência do apucaranense. É algo cultural. Mas vejo muitas vantagens no cemitério-parque. É um local calmo, muito mais tranquilo e bonito para quando eu quero visitar, ficar sozinha lá. Sinto uma paz muito grande”, diz.

Outro ponto positivo é a comodidade do serviço. “O valor que eu pago é maior do que o custo nos cemitérios municipais, mas é muito mais cômodo. Não preciso me preocupar em ficar lavando túmulo, me preocupando com reformas, vasos de flores. Eles fazem isso para mim. No fim das contas, o valor acaba sendo o mesmo, praticamente”, avalia.

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