Apucarana

Estacionamento na Praça Rui Barbosa gera polêmica

Da Redação ·
 Questão do desrespeito às leis de trânsito na cidade está em foco em Apucarana - Foto: Sérgio Rodrigo
Questão do desrespeito às leis de trânsito na cidade está em foco em Apucarana - Foto: Sérgio Rodrigo

O estacionamento irregular na Praça Rui Barbosa, nas missas de domingo à noite da Catedral Nossa Senhora de Lourdes, está criando polêmica. O problema, que vem sendo observado nas laterais da igreja, está dividindo opiniões principalmente após um vídeo publicado em rede social denunciar a situação em Apucarana. A filmagem que, até ontem, ultrapassava a marca de 11 mil visualizações e 400 compartilhamentos no Facebook, levantou a questão do desrespeito às leis de trânsito na cidade. 

A repercussão surtiu efeito e aumentou a discussão em torno do tema. Tanto que a prefeitura confirmou ontem que vai regulamentar cerca de 30 vagas de estacionamento em parte da praça.  O padre Roberto Carrara, pároco da catedral, diz concordar com as críticas e afirma que todos têm obrigação de respeitar as leis.

De acordo com ele, o problema está causando muitos aborrecimentos. A catedral possui cinco vagas regulamentadas para uso exclusivo dos funcionários e pessoas não autorizadas estariam as utilizando. Diante da situação, o pároco solicitou à prefeitura a regulamentação de novas vagas em frente à catedral. “Muitas pessoas deixam de ir à missa por falta de lugar para estacionar”, comenta. Segundo o superintendente de Trânsito, Silnei Bolonhese, a marcação das vagas será feita hoje, mas em caráter de teste para avaliar se a medida vai surtir o efeito esperado.

“Acredito que serão criadas aproximadamente 30 vagas. Não sei se vai resolver muito o problema porque a demanda de veículos é muito grande”, comenta o superintendente, informando que o estacionamento será liberado apenas aos domingos durante os horários de missas, que acontecem as 8h30, 10, 18 e 19h30. A área a ser delimitada, entretanto, não fica onde os motoristas estacionam irregularmente, mas em espaço próximo à entrada principal. 

INDIGNAÇÃO - O autônomo Carlos Roberto de Souza, 44 anos, que não teve receio de expor sua indignação em sua rede social contou à reportagem que tem um filho com necessidades especiais e que todos os domingos o leva para passear na Praça Rui Barbosa. “Trabalho a semana inteira e esse é o único momento de lazer que tenho com meu filho. Eu o levo à praça para ele andar de bicicleta, que é adaptada. Mas todo domingo é a mesma situação com muitos carros estacionados na praça”, relata. 

Souza conta ter acionado a Polícia Militar (PM) e a Guarda Municipal (GM), porém, nenhuma atitude foi tomada. “Eu com criança especial e com toda essa dificuldade para encontrar vagas no centro, ainda obedeço a lei. Porque os outros não podem?”, indaga. O vice-prefeito de Apucarana, Sebastião Ferreira Martins Junior, o Junior da Femac, garante que a corporação tem autuado os motoristas que estacionam na praça. “A guarda já fez várias multas ali, em vários finais de semana”, reitera.  Conforme o vice-prefeito, lideranças municipais devem se reunir ainda nesta semana para discutir a questão e levantar sugestões pata solucionar o problema.


Novas vagas dividem opiniões de moradores

As opiniões se dividem entre os apucaranenses sobre a utilização da praça para estacionamento de veículos. Para o aposentado Lauro Kuchpil, 66 anos, é obrigação de todo cidadão respeitar as leis de trânsito, independente da falta de estacionamento na área central.

“A praça não é o local de veículos. É preciso estudar outras alternativas para que este espaço público seja mantido. Nossas praças já deixam muito a desejar, e se usarem esse espaço para estacionamento vai perder todo o sentido”, opina.A costureira Adriele Fernanda Alves, 24 anos, compartilha do mesmo pensamento. “Praça é um lugar construído apenas para pedestres”, enfatiza. 

O autônomo Paulo Donizete Lima, 55 anos, conta que já foi atropelado enquanto andava pela Praça Rui Barbosa. Um motorista que estava estacionando irregularmente acertou Lima em cheio. “Além de estar totalmente errado, o motorista nem desceu para perguntar se eu estava bem”, comenta revoltado. Para outros, a utilização do espaço tratria benefícios. É a opinião da costureira Cleonice Querino, 40 anos. Ela acredita que o centro da cidade necessita muito da criação de novas vagas. “Acho que deveriam liberar o estacionamento na praça”, diz. 

A aposentada Maria Margarida Machado, 78 anos, também é favorável à ideia, desde que as vagas sejam destinadas exclusivamente aos portadores de necessidades especiais e idosos. “Estas pessoas realmente precisam. Os mais jovens e sem nenhuma deficiência física podem estacionar mais longe e andar um pouco, isso faz bem”, diz.

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