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Região tem mais de 100 viaturas esperando conserto

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Manutenção é realizada em 16 oficinas da região (Foto: Delair Garcia / TN)
Manutenção é realizada em 16 oficinas da região (Foto: Delair Garcia / TN)

De acordo com o Departamento Estadual de Transporte Oficial (Deto), órgão vinculado à Secretaria Estadual da Administração e da Previdência, 183 veículos esperam por manutenção na região do Vale do Ivaí e Arapongas. Mais de 100 são vinculados à Secretaria de Segurança Pública, ou seja, são viaturas da Polícia Civil ou da Polícia Militar. Diretor do departamento admite que novo sistema de manutenção adotado pelo governo tem tornado o processo mais demorado que o previsto, mas acredita que a situação será normalizada até o meio do segundo semestre.

De acordo com o Deto, 208 ordens de serviço foram solicitadas no Vale do Ivaí e Arapongas desde a implantação do novo sistema, em junho. Do total, 134 pedidos envolvem viaturas. Apenas 25 veículos entraram em manutenção de fato. O Deto não tem o controle de quantas viaturas foram consertadas no período, mas ainda que todos os consertos tenham sido de viaturas, 109 ainda ficaram na lista de espera.

Os três maiores municípios concentram os pedidos. De Apucarana, são 52 solicitações. Ivaiporã tem 28 solicitações e 25 de Arapongas. De acordo com o comandante do 10º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Apucarana, Aimoré Nunes Moreira, existem atualmente sete viaturas em manutenção nas oficinas credenciadas. “Nosso batalhão não tem encontrado dificuldades para o conserto de veículos através do novo sistema”, afirmou.

No entanto, prefeitos de municípios menores têm relatado dificuldades. É o caso de Borrazópolis, onde o prefeito disse ter pago o conserto do próprio bolso. “Recentemente desembolsei o valor para que arrumassem o câmbio da única viatura da cidade, que estava quebrada. Já a troca dos quatro pneus foi feita através de uma ‘vaquinha’ entre empresários da cidade. Fora o custeio de combustível, que pagamos durante quase sete meses até recentemente”, afirmou o prefeito Adílson Luchetti (PSB).

Segundo ele, a intenção dos moradores é de fazer com que o único carro da Polícia Militar não saia da cidade. “Se o veículo entrar em manutenção através do sistema do Governo do Estado, vai demorar até 40 dias para ele retornar. Além disso, o veículo reserva que nos enviariam nesse tempo é inferior ao que temos aqui”, afirma. A viatura de Borrazópolis está na lista de liberação para reparos. O carro foi danificado no assalto ao Sicredi e BB no último dia 14.

O diretor do Deto, César Ribeiro Ferreira, afirma que o novo sistema veio para trazer mais transparência e qualidade aos serviços. No entanto, ele admite que ainda há problemas. “Como em todo sistema recém implantado, existem certas dificuldades. Entre a denúncia do Ministério Público e a implantação do novo sistema, as ordens de serviços foram se acumulando durante três meses. Isso, em uma frota de 15 mil veículos e média de 120 atendimentos por dia, acaba gerando problemas. Nossa expectativa é que o ritmo seja normalizado até o meio do segundo semestre”.

Ferreira ressalta ainda que os dados da região não são ideais, mas estão dentro da média do estado. “Estamos fazendo o possível para diminuir esses números, sobretudo dando mais atenção a veículos das áreas da Saúde e da Segurança Pública, com prioridade para aqueles serviços mais simples, com saída rápida e retorno às ruas o quanto antes”.

Sobre o pagamento de consertos por parte dos cidadãos, ele foi taxativo. “As pessoas não podem se responsabilizar por isso, pois já pagam seus impostos. Estamos trabalhando ao máximo para que isso não seja necessário”.

Leia mais na edição deste sábado (01) do jornal Tribuna do Norte.

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