Apucarana

Chuvas já causaram prejuízo de R$ 5 mi em Apucarana

Da Redação ·
A Defesa Civil do Município e a Secretaria Municipal de Serviços Públicos se mobilizaram para socorrer as famílias atingidas pelas chuvas - Foto: Edson Denobi
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A Defesa Civil do Município e a Secretaria Municipal de Serviços Públicos se mobilizaram para socorrer as famílias atingidas pelas chuvas - Foto: Edson Denobi

O prefeito Beto Preto decretou ontem situação de emergência em Apucarana, em decorrência da intensidade das chuvas. “Em apenas 16 dias o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) registrou uma precipitação de 338 milímetros no município e temos informações de que as chuvas vão continuar nos próximos dias”, justificou Beto Preto.

A prefeitura estima que os prejuízos causados estejam entre R$ 4 milhões e R$ 5 milhões. Relatório da Defesa Civil aponta 45 situações de danos na cidade nos últimos dias. O refeitório de uma escola foi interditado com risco de desabamento, assim como um trecho da Rua Cristiano Kussmaull. A prefeitura também registra grandes danos na malha asfáltica.

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A decisão foi adotada após reuniões realizadas com o major Hemerson Saqueta, do Corpo Bombeiros, e o comandante da Guarda Municipal e coordenador da Defesa Civil Municipal, tenente Edinei Francisco da Silva. Para se ter uma ideia do volume de chuva, em 2014, durante todo o mês de julho, foram registrados 141 mm. Até ontem, a medição chegava a 338 mm.

“O recorde histórico para o mês de julho em Apucarana é de 413 mm e vale citar que em apenas dois dias tivemos uma precipitação de 180 mm”, acrescentou o prefeito Beto Preto. Com base em um levantamento feito pela Defesa Civil, o prefeito Beto Preto assinou no final da tarde decreto instituindo situação de emergência municipal. Além de Apucarana, outros 26 municípios paranaenses também já haviam assinado o mesmo decreto até o final da manhã desta quinta.  Beto Preto explicou que, por enquanto, não pretende obter recursos do Estado ou da União para promover as obras e serviços necessários.

“A nossa intenção é deixar registrado oficialmente esta situação emergencial, para agilizar alguns reparos que iriam depender de processos de licitação e que poderiam gerar atrasos, prejudicando o atendimento de muitas pessoas e acarretando riscos de acidentes”, argumentou o prefeito. O coordenador municipal da Defesa Civil, tenente Edinei Francisco da Silva, informou que todos os locais que sofreram avarias – públicos ou privados - estão sendo vistoriados.


Defesa Civil lista 45 situações de danos

Em relação ao patrimônio público, o prefeito Beto Preto destaca várias situações de risco. A parede do refeitório da Escola Municipal Durval Pinto, situada junto ao Lagoão, ameaça cair a qualquer momento e a área foi interdita. Outro ponto é a ‘represa da baia’, no Contorno Sul, onde a água já passou por cima da barragem.

“Abrimos as comportas para baixar a lâmina de água, mas existe risco de rompimento da barragem, dando vazão a um imenso volume de água”, explica ele.No relatório preparado pela Defesa Civil, com apoio do Corpo de Bombeiros foram listados quarenta e cinco situações de danos materiais em prédios ou locais públicos, além de outros de propriedade particular. Nele também constam a canalização do Córrego Ipiguá (parcialmente interditado) na Rua Cristiano Kusmaull, próximo ao Contorno Sul; e a canalização do Córrego Araranguá, na estrada do Barreiro.

“Também temos muita preocupação com a deterioração da malha asfáltica de Apucarana”, assinala o prefeito.Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros, major Hemerson Saqueta, a situação de emergência é uma ferramenta legal para fazer frente aos prejuízos materiais gerados pela chuva excessiva. “Já mantivemos contato com a Defesa Civil do Paraná, que está ciente da situação emergencial de Apucarana”, revelou Saqueta.