Apucarana

Hoje completa 5 anos que menor desapareceu em Apucarana

Da Redação ·
Mãe mostra fotos de Emily Gaspar, que foi vista pela última vez em 26 de junho de 2010 - Foto: Sérgio Rodrigo
Mãe mostra fotos de Emily Gaspar, que foi vista pela última vez em 26 de junho de 2010 - Foto: Sérgio Rodrigo

O sumiço da jovem Emily Marques Gaspar completa hoje cinco anos sem solução. O desaparecimento, considerado o mais emblemático de Apucarana, intriga a Polícia Civil e angustia a família que continua à procura de pistas para acabar com o mistério e finalmente descobrir o que realmente aconteceu. 

Emily foi vista pela última vez no dia 26 de junho de 2010, enquanto voltava para a casa após participar de uma celebração religiosa, em uma igreja no Jardim Diamantina. Na época ela tinha 14 anos e, segundo a mãe, Adriana Marques, a menina era tranquila e caseira. “Não aconteceu nada que pudesse ter levado ela a fugir de casa. Tenho certeza que minha filha foi iludida por alguém”, acredita.  Adriana sustenta que a fuga não foi planejada porque nenhum pertence foi levado. Ela recorda que naquele dia, Emily teria guardado uma grande quantia em dinheiro em casa a seu pedido.

“Se minha filha tivesse planejado isso ela teria levado o dinheiro e algumas peças de roupa. Mas o dinheiro ficou em casa e ela sumiu com a roupa do corpo”, relata.  E mesmo após tanto tempo sem notícias, a diarista diz aguardar todos os dias o retorno da filha. “Não tive coragem de me desfazer de nada do que é dela. Está tudo guardado para quando ela voltar saber que eu nunca a esqueci, que não passei um minuto em todos esses anos sem pensar nela”, emociona-se. 

No decorrer dos anos a polícia apurou informações de que ela teria ido embora com artistas de um circo instalado na cidade e ainda que ela teria fugido com um suposto namorado. Contudo, as linhas de investigação não evoluíram e o paradeiro dela continua incerto.  No ano passado, o desfecho do caso parecia estar próximo.

ESCAVAÇÕES - A Polícia Civil iniciou escavações em busca do corpo da jovem, que estaria enterrado no quintal de uma casa abandonada, na Rua Carlos Cavalcanti, no Jardim Diamantina. A suspeita foi levantada porque o local estava no trajeto de Emily, na volta para casa. O principal suspeito era um idoso - condenado por estupro de menor - que na época do desaparecimento morava no endereço onde as buscas aconteceram.

Ele teria carpido o quintal da casa da menina dias antes de ela sumir. As peças pareciam ter se encaixado, ainda mais após o suspeito confirmar o assassinato à polícia, porém, nada foi encontrado.  Posteriormente a polícia justificou dizendo que o idoso teria inventado a história pois, sofre de problemas mentais.

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