Apucarana

Moto Clube faz campanha para doação de medula

Da Redação ·
Foto: Delair Garcia
Foto: Delair Garcia

O transplante de medula óssea vai me proporcionar uma vida nova” Aline Durigon Ramos, comerciante, diagnosticada com leucemia.  Integrantes do Cobra Moto Clube de Apucarana compareceram ao Hemonúcleo do município ontem com uma missão: fazer o cadastro para doação de medula óssea.

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Sensibilizados com a história de vida da comerciante apucaranense Aline Durigon Ramos, que há um ano foi diagnosticada com leucemia e necessita de um transplante, os 22 motociclistas do clube e suas esposas tomaram a iniciativa.

Eles se reuniram no Hemonúcleo equipados com suas motos e ornamentos para levantar a bandeira da importância da doação de medula. “Nosso objetivo é incentivar a população da cidade a abraçar a causa. Também queremos estender a iniciativa para as demais sedes do moto clube em outros municípios.

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Assim como a Aline, nossa amiga, precisou de um doador, muitas outras pessoas no mundo precisam, e podemos ser compatíveis”, disse o diretor do Cobra Moto Clube de Apucarana, Israel Costa.  Aline tem 31 anos e trabalha na oficina de moto do seu marido, onde conheceu Israel e outros membros do clube. Em abril do ano passado, ela descobriu que tinha leucemia, após sentir dores intestinais e febre alta.

Exames de sangue feitos no hospital detectaram a doença. Durante nove meses, Aline foi tratada em Londrina, com sessões de quimioterapia, que controlaram a doença. Atualmente, seu estado é estável, mas os médicos alertaram que ela precisa de um transplante de medula para garantir que a doença não vai voltar.  A três meses na fila de transplantes, Aline recebeu, na última semana, a notícia que mais esperava. “O hospital de Curitiba me ligou, avisando que encontraram um doador compatível. Sei que ele é de fora do país. Fiquei muito emocionada com a notícia e chorei muito. Uma em um milhão de pessoas conseguem o transplante, e eu fui a sortuda”, relata Aline. 

A cirurgia de Aline vai acontecer no início do mês de julho. Ela conta que o transplante requer muitos cuidados, e terá que ficar quatro meses em Curitiba após a operação – 1 mês no hospital e 90 dias tendo acompanhamento diário de médicos.

Além desses cuidados para a recuperação, Aline ainda se preocupa com o custo do transplante. Seu plano de saúde não cobre totalmente a cirurgia, que inclui 11 médicos operando e honorários altos. “Teremos que levantar R$ 42 mil para arcar com as despesas da cirurgia, sem contar a estadia em Curitiba. Mas, no momento, estamos tão contentes por ter encontrado o doador, que a partir de agora vamos pensar em formas de levantar o dinheiro, com a colaboração de amigos e conhecidos”, ressalta Aline.  Não é a primeira vez que Aline tem que enfrentar desafios. Em 2008, ela foi diagnosticada com câncer no ovário, e teve que retirar o órgão e o útero. Guerreira, Aline superou a doença e agora se sente forte para vencer de vez a leucemia. “Hoje, tenho uma rotina normal, após ter controlado a doença durante meses de tratamento. Mas, o transplante vai me proporcionar uma vida nova, graças a esse doador do outro lado do mundo”, diz Aline.