Apucarana

Núcleo de agroecologia discute certificação da produção orgânica em Apucarana

Da Redação ·
Núcleo de agroecologia discute certificação da produção orgânica em Apucarana - Foto: Edson Denobi/Assessoria de imprensa
Núcleo de agroecologia discute certificação da produção orgânica em Apucarana - Foto: Edson Denobi/Assessoria de imprensa

Mais de 50 agricultores de produtos orgânicos participaram nesta segunda-feira (08/06) de um encontro com técnicos do Núcleo de Agroecologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL). O encontro, realizado no salão nobre da Prefeitura de Apucarana, deu início ao processo de certificação das propriedades. Além de abordarem a legislação relativa aos orgânicos, os técnicos fizeram uma apresentação da Rede de Agroecologia Ecovida, que deverá emitir o selo de certificação.

A produção sem uso de agrotóxicos é uma iniciativa da Secretaria Municipal de Agricultura, que há dois anos vem promovendo cursos de capacitação através do Programa Terra Forte. De acordo com o secretário da pasta, João Carmo da Fonseca, o primeiro grupo de agricultores foi capacitado durante o ano de 2013 e o outro está com aulas em andamento. “Além dos grupos de capacitação, o encontro com os técnicos da UEL reuniu também aqueles produtores que têm interesse em ingressar na atividade”, assinala Fonseca.

Além do curso de capacitação, o Município criou a Feira de Produtos Livres de Agrotóxicos, realizada todas as quintas-feiras na Praça Rui Barbosa, e incentivou a criação da Cooperativa Familiar Agroecológica de Apucarana (Coofagro). “Finalizado o processo de certificação, os produtores serão registrados e poderão usar o selo nas embalagens, o que dá ao consumidor a certeza da procedência, ou seja, de que realmente está adquirindo um produto livre de agrotóxicos”, frisa Fonseca. Representando o Núcleo de Agroecologia da UEL, estiveram em Apucarana a médica veterinária, Giovana Fogaça, e os engenheiros agrônomos Felipe Freitas e Vinádio Lucas.

“Até o ano passado a certificação era concedida pela Tecpar (Instituto Tecnológico do Paraná), mas houve algumas mudanças e por isso estamos apresentando a Rede de Agroecologia Ecovida”, afirma Giovana Fogaça. A Ecovida conta atualmente com 23 núcleos regionais, abrangendo em torno de 170 municípios nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, além do Sul de São Paulo. “É uma rede que congrega agricultores familiares, técnicos e consumidores reunidos em associações, cooperativas e grupos informais.

A Ecovida desenvolve diversas atividades com o objetivo de multiplicar as iniciativas em agroecologia, sendo que um dos braços é a certificação das propriedades”, explica Vinádio Lucas. Segundo o engenheiro agrônomo Felipe Freitas, o Núcleo de Agroecologia da UEL presta assistência técnica, com o objetivo de adequar as propriedades à Instrução Normativa 17, do Ministério da Agricultura. “Depois, individualmente ou em grupos, os agricultores solicitam a auditoria”, esclarece Freitas, lembrando que a visita será feita por técnicos da Rede Ecovida.

O técnico agropecuário Antônio Roberto Nogueira, que coordena os cursos de capacitação promovidos pela Secretaria Municipal de Agricultura, afirma que certificação deverá ser renovada anualmente. “As auditorias levarão em conta aspectos como adubação verde, correto controle de pragas e doenças, proteção dos mananciais e áreas de preservação permanente, barreiras vegetais para separar as áreas de produção, correta destinação dos resíduos domésticos e locais adequados para a limpeza dos produtos cultivados, entre outros itens”, cita.

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