Apucarana

Roubos expõem insegurança na rodoviária de Apucarana 

Da Redação ·
Durante a noite, o local é frequentado por pedintes e usuários de drogas segundo relato de funcionários - Foto: Delair Garcia
Durante a noite, o local é frequentado por pedintes e usuários de drogas segundo relato de funcionários - Foto: Delair Garcia

Em menos de uma semana, a Rodoviária de Apucarana registrou dois assaltos em seu comércio interno.

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Na última terça-feira (20), um bandido fez menção de estar armado e levou todo o dinheiro do caixa de uma lanchonete. No último sábado (16), outro restaurante na rodoviária foi assaltado, novamente no turno da noite.

A falta de segurança tem sido reclamação constante de comerciantes locais. Eles relatam que o serviço de vigilância – responsabilidade da empresa terceirizada que faz a administração da rodoviária, não é suficiente para impedir a ação dos bandidos, que agem geralmente à noite. “Trabalhamos sempre com medo, porque a qualquer momento pode ser a nossa loja o alvo dos ladrões”, relata o lojista Antônio de Souza.  “A gente vive na batalha e vem alguém e leva tudo. Nem a luz do dia intimida os bandidos”, diz a funcionária de um estabelecimento, Roseli Cavalini.

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Outros comerciantes, que não quiseram ter seus nomes identificados, relatam que a rodoviária fica constantemente abandonada, que o local é frequentado por usuários de drogas e pedintes e que as rondas do vigia ocorrem esporadicamente e não garantem proteção ao comércio interno. Eles cobram providências. “A prefeitura deveria assumir a rodoviária e colocar a Guarda Municipal para vigiar o local”, opina um dos lojistas. 

As queixas de usuários do transporte coletivo intermunicipal e também dos lojistas levaram a prefeitura a acatar, há quase um mês, parecer jurídico pela rescisão do contrato com a empresa Administradora e Prestadora de Serviços de Limpeza Apucarana Ltda, responsável pela gestão da rodoviária desde 2007. 

De acordo com o procurador do município, Paulo Sérgio Vital, vistorias técnicas no prédio comprovaram que a empresa negligenciou em serviços de limpeza, manutenção, segurança e melhorias necessárias na rodoviária. Após a notificação, que foi em 24 de abril, a empresa ganhou 90 dias para desocupar o local e o prazo vence em julho. “Com a rescisão, a administração do prédio retorna para a prefeitura, que deve abrir concorrência pública para que outra empresa assuma a gestão do local”, explica Vital.

Quanto a vigilância, o procurador afirma que a Guarda Municipal faz rondas constantes do patrimônio público, inclusive da rodoviária, porém, a responsabilidade da segurança é da empresa gestora. “Por isso, a licitação será feita em novos moldes, de forma que a ganhadora cumpra esse quesito satisfatoriamente”, conclui. A reportagem procurou o titular da administradora atual da rodoviária, o Hamilton Gonçalves Rocha, que não foi encontrado no local.