Polícia Civil fecha duas oficinas de desmanche em Apucarana

A Polícia Civil desarticulou ontem um esquema de desmanche de caminhões furtados e roubados, em duas oficinas mecânicas de Apucarana.
Os barracões, localizados no Parque Industrial Norte, foram lacrados por investigadores da 17ª Subdivisão Policial (SDP) e um suspeito foi levado para delegacia para prestar esclarecimentos. Outras 3 pessoas foram presos em Mandaguari no final de semana.
Diversas peças e partes de veículos, com procedência duvidosa, foram encontradas em ambos os estabelecimentos apresentados como oficinas para reforma de caminhões, que serviam de fachada para atividade ilícita. Segundo a polícia, a quadrilha comprava chassis em leilões, adquirindo assim uma documentação válida.
Foto: Dirceu Lopes
Depois, implantavam peças de veículos furtados ou roubados para ‘esquentar’ o caminhão, que poderia circular com placas e chassi legalizados. “Temos materialidade para provar que os locais eram usados como desmanche”, assinala o delegado José Aparecido Jacovós, chefe da 17ª SDP. As investigações começaram na última sexta-feira quando a polícia recebeu informações sobre o paradeiro do motor de um caminhão roubado. A peça foi encontrada no sábado em operação realizada em Mandaguari.
Três pessoas foram presas. A partir de investigação dos envolvidos, a polícia chegou ontem a um barracão situado na Avenida Zilda Seixas do Amaral, em Apucarana.
Várias peças e equipamentos sem procedência estavam armazenadas no primeiro imóvel. Durante a vistoria, a polícia encontrou pistas que levaram as equipes até um segundo endereço, na Rua Aço, também no Parque Industrial Norte.
O segundo depósito também era usado para a mesma prática, segundo a polícia. “Cerca de 60% dos chassis foram adquiridos em leilão”, estima o delegado. O proprietário de uma das oficinas, está identificado.
O suspeito seria morador de Arapongas. No segundo barracão a polícia também encaminhou um suspeito para delegacia. Ele foi ouvido e liberado. Em depoimento, um morador das imediações relatou que já suspeitava da atividade exercida no local porque os funcionários trabalhavam somente à noite. “Isso já é um grande indício de que eles estavam praticando alguma ilicitude. Outro ponto é que o proprietário da oficina não tem alvará, isso mostra que tinha algo para esconder”, acrescenta.
Os dois barracões serão periciados pela Polícia Civil e Instituto de Criminalística, a fim de levantar número de veículos e a movimentação financeira da quadrilha. No entanto, o delegado adianta que os criminosos lucravam alto. “Um chassi de caminhão deve custar em média R$ 20 mil no leilão. A quadrilha usava peças roubadas para refazer o veículo que poderia ser vendido por até R$ 200 mil”, analisa. Segundo Jacovós, os envolvidos no esquema vão responder por receptação qualificada, associação criminosa, furto e roubo. Após perícia, o material apreendido será transportado para as dependências da Polícia Civil.
