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Cerca de 50 policiais do 10º BPM de Apucarana ajudam 'blindar' Alep

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Fontes do 10º Batalhão da Polícia Militar (BPM) de Apucarana confirmaram nesta segunda-feira (27) pela manhã que 48 integrantes da corporação se juntaram aos cerca de 1000 PMs que fazem um cerco à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), em Curitiba, com um cordão de isolamento determinado pelo governo do Paraná. O objetivo é garantir a votação de dois projetos do programa de ajuste fiscal no Legislativo nesta semana. O tamanho da área isolada e a distribuição dos policiais chega a quatro quadras ao redor do prédio da Assembleia e do Palácio Iguaçu. 

"Esses 48 policiais militares são da sede do 10º BPM em Apucarana e de companhias da corporação em municípios do Vale do Ivaí. Estamos cumprindo uma determinação do governo do Estado", afirmou o relações públicas do 10º BPM, sargento Daniel Rodrigo de Souza. O objetivo do Executivo paranaense é isolar o Centro Cívico até quinta-feira (30), quando as propostas tiverem sido aprovadas. Sem contar com agentes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), a Secretaria da Segurança Pública (Sesp) vai empregar quase 900 policiais por dia, conforme a escala de trabalho à qual a reportagem teve acesso. O efetivo é praticamente o dobro que o aplicado em Curitiba diariamente.

Foram convocados policiais de todos os batalhões da capital, da região metropolitana [12.º, 13.º, 17.º, 20.º, 22.º e 23.º] e do interior do Estado, além de agentes da Ronda Ostensiva Tático Motorizadas (Rotam). O regimento de polícia montada, Patrulha Escolar, ajudantes de ordem que trabalham na segurança de autoridades, alunos da Academia do Guatupê, policiais da Força Ambiental e do Departamento de Apoio Logístico da PM também participam do cerco, para evitar que professores e servidores da Secretaria da Educação invadam a Assembleia.  As equipes foram divididas em cinco, chamadas de A, B, C, D e E na escala.

Cada equipe tem 225, 224, 217, 225 e 229 policiais, respectivamente. No total, serão 1.120 policiais, diariamente, em quatro turnos. Eles se apresentaram na antiga sede da Companhia Independente do Palácio Iguaçu, em frente à Sesp. Um oficial ouvido pela reportagem, que preferiu não se identificar, classificou a escala como insana. “É muito maior do que o aplicado na cidade diariamente.” Ele afirmou ainda que esse policiamento escancara a decisão política e não técnica para definir a estratégia da ação. “Dentro de qualquer doutrina da segurança, quem está no teatro de operações políticas não pode decidir como vai atuar a polícia. A pessoa jamais pode estar envolvida emocionalmente no fato.”

GREVE - Nesta segunda-feira professores e servidores da Secretaria de Estado da Educação do Paraná voltaram a fazer greve. Eles são contrários às mudanças no Regime da Previdência Social. Várias caravanas de professores, incluindo de Apucarana e região, foram para Curitiba para protestar contra o governo.

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