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Apucarana abre a Semana Municipal para a Conscientização sobre o Autismo

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Apucarana abre a Semana Municipal para a Conscientização sobre o Autismo
Autor 1ª Semana Municipal de Conscientização do Autismo é realizada no salão nobre da Prefeitura - Foto: Divulgação - Foto: Reprodução

Com um evento direcionado para as famílias de portadores do transtorno, foi aberta nesta quinta-feira (02/04) a 1ª Semana Municipal de Conscientização do Autismo. Realizado no salão nobre da Prefeitura de Apucarana, o evento contou com palestras de profissionais da área de psicologia e psiquiatria, além de depoimento de pais. Ainda nesta quinta-feira à noite, a exemplo do que acontece nos monumentos mais famosos do mundo, a Catedral Nossa Senhora de Lourdes será iluminada de azul (cor símbolo do autismo). As atividades da semana prosseguem até 8 de abril, dia em que haverá uma nova série de palestras, desta vez direcionada para profissionais da saúde, educação e sócio-assistencial que atuam junto a esse público específico.

A semana é uma realização da Autarquia Municipal de Saúde (AMS), através do Departamento de Saúde Mental, em parceria com a Autarquia Municipal de Educação (AME). A abertura das atividades ocorreu no Dia Mundial de Conscientização do Autismo e contou com a presença de Roberto Kaneta, diretor-presidente da AMS, de Marli Regina Fernandes da Silva, diretora-presidente da AME, de Márcia Regina Sousa, secretária municipal de Assistência Social, e de Lilian Ferreira Domingues, coordenadora do Departamento de Saúde Mental. A organização Mundial da Saúde estima que existam 70 milhões de pessoas com autismo no mundo, sendo 2 milhões no Brasil.

Em Apucarana, um levantamento feito na rede de saúde e de educação, incluindo os atendidos pela APAE, apontou que existem 80 autistas. “Mas acreditamos que há subnotificação, pois a Organização Mundial da Saúde estima que em cada grupo de mil pessoas existe entre um e dois casos. Com base neste parâmetro, Apucarana poderia ter de 130 a 260 autistas”, estima Roberto Kaneta, diretor-presidente da Autarquia Municipal de Saúde. A psiquiatra Amanda Minikowski ministrou a palestra o Transtorno do Espectro Autista, levando informações aos familiares sobre o grupo de desordens, consideradas complexas, que afeta os autistas.

O distúrbio se caracteriza pela dificuldade de comunicação social e comportamentos restritos e repetitivos. O autismo não tem cura, mas há tratamento que envolve uma equipe multiprofissional. Em Apucarana, a rede municipal de ensino oferece atendimento especializado e, na área da saúde, a principal referência é o Centro de Atenção Psicossocial Infantil (CAPSi). Outra palestra que estava prevista é com a psicóloga Dayene Gatto Altoé. De acordo com ela, o objetivo é levar conhecimento embasado para os familiares, além de orientar sobre os locais que oferecem atendimento especializado.

A abertura das atividades ocorreu no Dia Mundial de 
Conscientização do Autismo e contou com a presença de 
Roberto Kaneta, diretor-presidente da AMS

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“O encontro busca instrumentalizar os pais para que compreendam o que acontece com os filhos. É um quadro complexo, que impacta a vida das famílias e que, infelizmente, continua gerando preconceito”, afirma, salientando que ainda existe pouco envolvimento das famílias. “Queremos resgatar o protagonismo da família, dando voz e vez e fazendo com que todos os membros participem do processo de reabilitação e inserção social”, afirma Dayene. Conforme Lilian Ferreira Domingues, coordenadora do Departamento de Saúde Mental, a programação também busca chamar a atenção da população para a causa do autismo.

“Por isso, vamos fazer uma movimentação na Praça Rui Barbosa, soltando bexigas junto com a iluminação da Catedral Nossa Senhora de Lourdes. Também houve uma mobilização junto ao comércio e solicitamos para que os estabelecimentos fossem decorados com a cor símbolo do autismo neste período”, cita Lilian, afirmando que a população também está sendo incentivada a usar roupa azul na semana de 2 a 8 de abril. “Campanhas como essa, voltada à conscientização e sensibilização, visam ajudar no diagnóstico precoce do transtorno e consequente intervenção com o tratamento adequado”, acrescenta Lilian.

DEPOIMENTO – A Catedral Nossa Senhora de Lourdes vem sendo iluminada nos últimos três anos por iniciativa de Eduardo Henrique Felipe de Paula e Cintia Costa de Paula, que têm uma filha autista. O casal esteve na abertura da semana, junto com familiares, para relatar a iniciativa e para compartilhar a experiência da filha que hoje está com 9 anos. “O diagnóstico ocorreu quando ela tinha um ano e oito meses. Iniciamos então o tratamento e o envolvimento da família é muito importante, pois é com quem ela passa a maior parte do tempo. A família dá o suporte necessário e, quando ela está unida, tudo evolui melhor”, avaliam os pais, que neste ano contarão com a ajuda de mais pessoas e de patrocinadores para iluminar a catedral.

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