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Workshop discute plano de mobilidade urbana em Apucarana

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Workshop discute plano de mobilidade urbana em Apucarana
Autor Workshop para discutir plano de mobilidade urbana em Apucarana acontece na sede do Crea, na Rua Guarapuava - Foto: TNONLINE - Foto: Reprodução

As questões ligadas ao deslocamento de veículos e pessoas em Apucarana, para os próximos 20 anos, começaram a ser definidas nesta quarta-feira (11/03).   Um workshop, realizado no auditório do CREA, iniciou a coleta de sugestões para a elaboração do Plano Municipal de Mobilidade Urbana. O evento é uma parceria entre o Instituto de Desenvolvimento, Pesquisa e Planejamento de Apucarana (Idepplan) e a empresa Pullin Consult – Engenharia, Arquitetura Consultiva e Projetos, contratada pelo Município através de processo licitatório para a formatação do plano.

Na abertura do workshop, que estava previsto para acontecer ao longo do dia, o prefeito de Apucarana, Beto Preto, lembrou que o Plano Municipal de Mobilidade Urbana (PlanMob) é uma exigência da Lei Federal nº 12.587/12, que instituiu a Política Nacional de Mobilidade Urbana. “O prazo concedido pelo Ministério das Cidades termina no dia 15 de abril e Apucarana é um dos poucos municípios do seu porte que conseguiu avançar. Temos a empresa contratada e agora estamos discutindo os problemas e as respectivas soluções. São decisões que vão impactar a cidade pelos próximos 20 anos e que serão definidas pela própria população”, ressalta Beto Preto.

O prefeito de Apucarana afirma que as questões de mobilidade urbana mudam rapidamente ao longo do tempo. Para demonstrar essas transformações, Beto Preto projetou num telão o Plano de Obras elaborado no início da década de 50, na gestão do coronel Luiz José dos Santos, primeiro prefeito de Apucarana. “O mapa da cidade era extremamente reduzido comparado com o que é hoje, sendo mais fácil pensar Apucarana com aquela configuração. Naquela época, existiam mil carroças e 90 carros. Hoje, o número de carroças não passa de 20 e os automóveis são cerca de 70 mil, ao passo que as ruas centrais permanecem as mesmas”, contextualiza.

Prefeito Beto Preto durante evento sobre mobilidade urbana: 
"Questões de mobilidade urbana mudam rapidamente ao longo
do tempo - Foto: Edson Denobi/Assessoria de imprensa

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O vice-prefeito de Apucarana, engenheiro Sebastião Ferreira Martins Junior (Junior da Femac), afirma que a atual gestão está retomando com força e prioridade o processo de planejamento da cidade. “Realizamos, em 2013, a Conferência das Cidades, que resultou em diversas ações e obras, evento que também lançou luzes sobre a elaboração dos diversos planos”, recorda. O principal deles, conforme Junior da Femac, é o Plano Diretor de Apucarana que foi revisado em 2014 e que embasará o Plano Municipal de Mobilidade Urbana. “O plano contemplará todo o sistema viário e de transportes, tanto de pessoas quanto de animais. Estamos em busca de soluções, verificando as necessidades das pessoas tanto nos deslocamentos para o trabalho, para a escola ou para os momentos de lazer.  Moramos em uma cidade de 130 mil habitantes e não tem cabimento demorar até 45 minutos para ir do Residencial Sumatra ao terminal urbano”, exemplifica.

O diretor da empresa Pullin Consult, Humberto Pullin, afirma que o plano também contemplará questões relacionadas com a acessibilidade para idosos, gestantes, crianças e portadores de deficiência. “Vocês vieram aqui não para ouvir, mas para falar e participar. Não vamos fazer nada mais do que vocês desejam para a cidade”, reforçou Pullin, afirmando que após o workshop serão realizadas oficinas em áreas como transporte, sistema viário, meio ambiente, urbanismo e paisagismo. “A partir de todas estas informações vamos elaborar o plano com medidas a serem adotadas a curto, médio e longo prazo”, observa Pullin, que é engenheiro civil especializado em tráfego e transportes.

De acordo com ele, a empresa vai orientar o trabalho com o objetivo de atender alguns princípios, entre os quais estão a acessibilidade universal, desenvolvimento sustentável, equidade no acesso e no uso do espaço público, eficiência, eficácia e efetividade, gestão democrática, segurança nos deslocamentos, redução dos custos urbanos, justiça social, integração com a política de desenvolvimento urbano, democratização do espaço viário, prioridade aos pedestres e aos modos não motorizados, prioridade para o transporte público coletivo e garantida do abastecimento e circulação de bens e serviços.

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