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Digitadora dá exemplo de superação

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Digitadora dá exemplo de superação
Autor Maria das Dores Teixeira trabalha como digitadora (Delair Garcia) - Foto: Reprodução

O verbo superar integra a rotina da vida da digitadora Maria das Dores Teixeira, 36 anos, desde o nascimento. Ela, que nasceu sem os antebraços e a parte inferior das pernas, é formada em Turismo e Hotelaria e pós-graduada em Recursos Humanos, mas seu sustento e de uma sobrinha de 9 anos que está sob seus cuidados, vem do trabalho de digitadora, atividade inusitada para quem não tem mãos. “Meu limite é o céu”, afirma.

As limitações nunca foram empecilhos na vida de Maria das Dores, que ainda enfrenta a dupla jornada das atividades de casa. Ela lava roupas, cozinha e faz limpeza. “Subo em um banquinho e faço quase tudo que uma pessoa sem deficiência faz”, reforça. 

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Maria nasceu em Lambari, Minas Gerais, e é a mais velha de três irmãos. Quando ainda era adolescente frequentava uma escola e, para chegar até o local, precisava se locomover a cavalo e também andando. Como a região era cercada por água, seu pai não quis que os médicos amputassem totalmente as pernas de Maria. “O médico queria amputar certinho a continuação de minhas pernas abaixo dos joelhos, mas meu pai achou melhor que não por medo que eu me afogasse no trajeto até a escola”, recorda.

A diretora da escola se comoveu com a história de Maria e mandou uma carta para a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD). Ela conseguiu ser encaminhada para o Hospital das Clínicas e foi lá que operaram seus joelhos e também produziram a primeira prótese de Maria. “Foi muito legal poder andar”, comenta. Aos 22 anos, Maria se mudou para Apucarana, onde sua mãe nasceu. Aqui ela estudou e trabalhou como telefonista. 

Em 2007, ela viu surgir a oportunidade de trabalhar somente em casa, após perceber que muita gente tinha dificuldade para digitar os trabalhos de conclusão de curso e também colocá-los nas normas ABNT. “A partir daí fiquei em casa organizando e digitando trabalhos. Muitas pessoas pensam que digito com os dedos, mas utilizo meus cotovelos para digitar, já que os dedos não têm movimento”, explica. 

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Apesar de todas as limitações, Maria das Dores pretende realizar um sonho: o de estudar Direito e prestar concurso para ser juíza. Ela conta que antes fazer a primeira faculdade pensou em ingressar no curso, mas na época optou por Turismo e Hotelaria. “Já sofri muitas injustiças por conta da minha deficiência e, nesta profissão, percebi uma forma de lutar pelos meus direitos”, acrescenta. 

CADEIRA DE RODAS 

Como nada é fácil na vida de Maria da Dores, por conta do atrito com o chão, os joelhos dela acabaram ficando muito sensíveis. Por isso, ela necessita de próteses para se locomover ou, o que seria melhor, uma cadeira de rodas motorizada. 

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Ela explica que as próteses machucam suas pernas e ela está lutando agora para adquirir uma cadeira de rodas. “Queria uma cadeira de rodas motorizada para que eu possa me virar sozinha e não sentir tanta dor. O problema é que é ela é cara e não tenho condições de comprá-la”, ressalta. 

A cadeira de rodas motorizada custa em torno de R$ 6 mil e por isso, ela pede para quem quiser ajudar entre em contato com ela pelo telefone (43) 9934-3488.

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