Apucarana

Caminhoneiros recebem ordem judicial para desobstruir a BR-376

Da Redação ·
Apesar de determinação judicial para desobstruir rodovias, caminhoneiros mantêm bloqueio em Apucarana - Foto: Dirceu Lopes
Apesar de determinação judicial para desobstruir rodovias, caminhoneiros mantêm bloqueio em Apucarana - Foto: Dirceu Lopes

 Centenas de caminhoneiros que bloqueiam a BR-376 (Rodovia do Café) no km 245, próximo ao 30º Batalhão de Infantaria Mecanizado (BIMec), na zona sul de Apucarana, receberam na manhã desta quinta-feira (26) cópia de determinação judicial (liminar) para desocupação da estrada. O documento foi entregue por policiais rodoviários federais, mas a rodovia ainda está bloqueada para veículos de carga e utilitários carregados. O inspetor-chefe da PRF em Londrina e patrulheiros em várias viaturas estão no local para dar início a conversação com os manifestantes para que a BR-376 seja desbloqueada.

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Cópia de liminar que determina desbloqueio da BR-376
em Apucarana - Foto: Dirceu Lopes

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"Por enquanto não vamos sair daqui porque as propostas do governo não atendem as nossas reivindicações", afirmam os caminhoneiros. A situação no local do bloqueio em Apucarana nesta quinta-feira é de impasse, pois vários outros pontos foram desbloqueados, como em Arapongas, Cornélio Procópio, Jataizinho e Londrina, e quando os profissionais do volante chegam à BR-376, em Apucarana, sõ obrigados a parar. A fila de caminhões já se estende do 30º BIMec até o Estádio Olímpio Barreto, antigo Bom Jesus da Lapa. A presença da Tropa de Choque da Polícia Militar no local do protesto para desocupação da BR-376 não está descartada. Também há bloqueios em rodovias estaduais da região, como nas PRs-444, 445 e 218. 

A fila de caminhões já se estende do 30º BIMec 
até o Estádio Olímpio Barreto, 
antigo Bom Jesus da Lapa - Foto: Dirceu Lopes

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POSSÍVEL ACORDO - Após reunião no Ministério dos Transportes, que durou a tarde e parte da noite de quarta-feira (25), governo e caminhoneiros chegaram a um acordo que pode acabar com os protestos nas rodovias federais. Segundo o presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Diumar Bueno, que participou da reunião, a proposta apresentada pelo governo foi acatada pelos representantes da categoria presentes à mesa de negociação.

Dirigentes de sindicatos e lideranças de caminhoneiros autônomos em reunião com representantes do governo no Ministério dos Transportes Antonio Cruz/Agência Brasil Pela proposta, o governo promete sancionar a Lei dos Caminhoneiros sem vetos, prorrogar por 12 meses o pagamento de caminhões por meio do Programa Procaminhoneiro e criar, por meio de negociação entre caminhoneiros e empresários, uma tabela referencial de frete. Nesse item, os representantes dos caminhoneiros pediram que o governo atue na mediação com os empresários.

O presidente da CNTA considerou que o acordo trouxe ganhos históricos para a categoria. Segundo Diumar Bueno, os caminhoneiros tiveram conquistas efetivas na mesa de negociação. “Diante da gravidade em que se encontra o país neste momento, nós pedimos a sensibilidade dos caminhoneiros de liberar as rodovias pelas conquistas que tiveram aqui”, disse Diumar, ressaltando, no entanto, que não poderia garantir o fim dos bloqueios.

O ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, ressaltou, após a assinatura do acordo, que ele só será cumprido sob a condição do fim dos protestos. “Só vai ser cumprido o que nós combinamos na hora em que forem liberadas as estradas”, ressaltou. “Eu acho que a partir de agora as estradas já estão sendo liberadas”, completou. As manifestações dos caminhoneiros, que terça-feira (24) tiveram reflexo em mais de dez estados, já provocam desabastecimento, especialmente de combustível, em algumas cidades.


OUTRA VERSÃO - Mas o Comando Nacional do Transporte, entidade que diz também representar os caminhoneiros, postou um vídeo no Facebook em que diz não ter havido acordo. "Vamos continuar mobilizados", disse o organizador do movimento, Ivar Luiz Schmidt, que articula a paralisação por um grupo no Whatsapp. Ele alerta que, a partir de agora, carros também serão bloqueados nas rodovias.