Apucarana

Quatro menores, que cometerem crimes já foram liberados em Apucarana neste ano

Da Redação ·
Poder Judiciário só pode manter o menor por cinco dias na delegacia - Foto: Junior Tibi
Poder Judiciário só pode manter o menor por cinco dias na delegacia - Foto: Junior Tibi

Em 2015, quatro menores infratores foram liberados em Apucarana por falta de vagas

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Devido falta de vagas no Cense (Centro de Socioeducação) menores - que muitas vezes cometeram crimes graves - acabam sendo liberados pela justiça, por não haver lugar para serem alocados. A informação foi confirmada nesta semana pelo promotor de justiça da Vara da Infância e da Família de Apucarana, Gustavo Marcel Fernandes Marinho. 

De acordo com ele, a falta de vagas em instituições leva à impunidade, embora alguns crimes acabem tendo mais repercussão que outros.  “Esse é o grande motivo da impunidade”, comentou. Ele frisa que o Poder Judiciário só pode manter o menor por cinco dias na delegacia. Segundo dados da Vara da Infância de Apucarana, em 2014, 23 menores apreendidos por crimes graves foram liberados devido à falta de vagas. Em 2015, até o momento, quatro foram liberados. “É lastimável a omissão do estado em não construir mais centros. Aqui na comarca tínhamos uma liminar que determinava mais agilidade para conseguir vagas, mas a Justiça cassou a decisão e agora temos essa demora”, comenta o promotor.

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A situação ganhou repercussão recentemente quando um crime bárbaro, envolvendo menores, chocou a população de Apucarana e região. Dois adolescentes de 17 anos confessaram ter violentado e matado Elainne Cassyane dos Santos, de 13 anos. O crime aconteceu na última quinta-feira e o corpo da jovem foi encontrado no domingo. Um dos criminosos foi apreendido em dezembro do ano passado após ter tentado estuprar outra garota na mesma avenida onde Elainne foi abordada. Iane afirma que um desses adolescentes chegou a ser apreendido em dezembro de 2014, após tentativa de estupro também registrado na Avenida Itália. “Na oportunidade a vítima conseguiu se safar do infrator e depois reconheceu o delinquente e o denunciou, mas ele não ficou apreendido na ocasião, apesar de pedido formalizado pela Polícia Civil ao Judiciário”, frisa a delegada.