Apucarana

Para onde Apucarana vai crescer? Especialistas comentam

Da Redação ·
O entorno da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), por exemplo é apontado como a região que tem atraído cada vez mais a atenção de investidores - Foto: Delair Garcia
O entorno da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), por exemplo é apontado como a região que tem atraído cada vez mais a atenção de investidores - Foto: Delair Garcia

Novas áreas com perspectiva de expansão vão redimensionar o mapa de Apucarana, nos próximos anos. Cinco especialistas do setor imobiliário consultados pela Tribuna identificaram grande potencial de valorização em regiões com novos empreendimentos e constatam, com otimismo, a posição do mercado apucaranense dentro da média nacional.

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O entorno da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), por exemplo é apontado como a região que tem atraído cada vez mais a atenção de investidores devido a densidade populacional. Além da universidade, a região ganhou três novos loteamentos que vão demandar serviços e expansão comercial. A expectativa também é direcionada para áreas da zona sul da cidade.

O imobiliarista Paulo Cury, presidente da comissão responsável pela avaliação do Imposto sobre a Transmissão de Bens e Imóveis (ITBI) da prefeitura, sustenta que o entorno do campus local da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), nas imediações do Núcleo Adriano Correa está entre as regiões propensas a valorização imobiliária. 

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Mesmo com histórico complicado de compra e venda, Cury destaca a implantação de um novo parque industrial como o principal chamariz, além da liberação de novos loteamentos no entorno do bairro. “O Adriano Correa era um bairro pacato no ramo de vendas. Hoje o fluxo é muito melhor. Tenho informação todos os meses propriedades são vendidas e novas construções autorizadas. Vejo que o momento de crescimento é neste lado da cidade”, conclui.  Já o imobiliarista João Ceriani diz que o mercado está atento à área que abrange o entorno do Núcleo Habitacional João Paulo, na saída para Maringá. “A região já está atraindo vários empreendimentos, como loteamentos residenciais. Logo, outros investimentos no setor comercial serão instalados e vai expandir ainda mais”, analisa o empresário.  De acordo com ele o metro quadrado mais caro da cidade, fora os imóveis verticais, é encontrado na Vila São José, Bairro 28 de Janeiro, Vila Formosa e entorno do Lago Jaboti.

O mais barato pode compreender imóveis localizados em bairros afastados do centro, como o entorno do Residencial Sumatra. O alto padrão de imóveis no entorno do Lago Jaboti também coloca a localidade com projeções favoráveis para o mercado. “Vejo muita perspectiva na região do Lago Jaboti, com Residencial Cazarin, Florais do Lago, Jardim Europa, e Interlagos A tendência é que a cidade cresça para estas regiões. Ainda não há infraestrutura, mas isso será implantado com o tempo”, pondera o imobiliarista Cassio Navas.

Segundo Navas, o que determina a valorização de algumas áreas é a lei mais básica do mercado: a da oferta e procura. Contudo outros fatores, atraem novos investidores.  “Cada bairro tem o seu valor e a sua procura. Mas em toda a cidade há grande busca. Na minha opinião, o mercado apucaranense está propício para negociações e investimentos. O setor está aquecido tanto para quem compra e para quem vende, independente da inflação e da situação econômica nacional”, avalia.