Apucarana

Professores  protestam contra medidas do governo do Paraná

Da Redação ·
Portando faixas e cartazes com críticas ao governo do Estado, cerca de 100 professores da rede pública de ensino fizeram ato de protesto hoje em Apucarana - Foto: Dirceu Lopes
Portando faixas e cartazes com críticas ao governo do Estado, cerca de 100 professores da rede pública de ensino fizeram ato de protesto hoje em Apucarana - Foto: Dirceu Lopes

Portando faixas e cartazes com críticas ao governo do Estado, dezenas de professores da rede pública estadual de ensino se reuniram na manhã desta terça-feira (3) em frente à sede do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Apucarana, na Avenida Munhoz da Rocha, na Barra Funda. Eles protestaram contra a falta de pagamento do salário de 37 mil servidores e também daqueles que têm sistema de contrato temporário, os chamados PSS, entre outras "insatisfações" da categoria, como o adiamento do pagamento do terço de férias, falta de funcionários e até de merenda escolar, conforme informou o professor Arildo Ferreira de Castro, presidente da APP-Sindicato (núcleo de Apucarana).

"A classe exige que o governo do Paraná faça o pagamento dos atrasados e trate os(as) educadores(as) com mais respeito. O Ensino Público hoje está um caos no Paraná, com carência de funcionários e atraso de pagamento; no momento não há mínima condição para que o ano letivo seja iniciado na próxima segunda-feira (9)", frisou Arildo. 

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Professor João Calegari durante pronunciamento
durante mobilização da categoria
Foto: Dirceu Lopes

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ASSEMBLEIA/GREVE - Manifestações similares ocorreram nesta terça-feira em várias cidades do Paraná e no sábado acontecerá uma assembleia geral da categoria em Guarapuava, na região central do Estado, quando os professores da rede pública estadual poderão optar inclusive pela realização de greve.

O professor Arildo lembrou que na última quinta-feira (29) o governo do estado anunciou que não iria efetuar o pagamento do abono de férias do funcionalismo público e nem a rescisão dos contratos PSS. "Além disso, o pagamento dos hospitais que atendem pelo SAS está atrasado e funcionários(as) de escola foram demitidos(as)", ressalta o presidente da APP-Sindicato de Apucarana. 

Já o governo do Paraná alega não ter caixa suficiente para fazer os pagamentos de imediato. "A falta de definições e datas concretas para a realização dos pagamentos causa uma enorme insegurança em todo o funcionalismo público. O governo demonstra, mais uma vez, o descontrole na gestão do dinheiro e a falta de respeito com a educação", completou o professor Arildo.

OPINIÃO DO GOVERNADOR - Durante sua posse, no domingo (1º), o governador Beto Richa classificou a atitude da APP-sindicato como "partidária".