Apucarana

?Menor, envolvido na morte de araponguense, é liberado

Da Redação ·
Um menor apreendido em Apucarana por envolvimento em um latrocínio foi colocado ontem em liberdade - Foto: Sérgio Rodrigo
Um menor apreendido em Apucarana por envolvimento em um latrocínio foi colocado ontem em liberdade - Foto: Sérgio Rodrigo
continua após publicidade

Um menor apreendido em Apucarana por envolvimento em um latrocínio foi colocado ontem em liberdade por falta de vagas para internação em um Centro de Socioeducação (Cense). O adolescente de 16 anos participou do assassinato do servidor público araponguense Minervino Gomes de Oliveira, 65 anos, cujo corpo foi localizado em Apucarana há quase duas semanas. Ao ser identificado, o jovem ficou apreendido na 17ª Subdivisão Policial (SDP) por cinco dias, como preconiza o Estatuto da Criança e do Adolescente (Eca), e solto após a indisponibilidade de vaga. Fato que, segundo a Polícia Civil, ocorre com frequência. 

O caso reabre o debate sobre a impunidade de menores que representam risco à sociedade e reforça a necessidade de implantar um educandário para ressocialização destes infratores no município. Há dois anos, a Prefeitura de Apucarana doou um terreno para a construção de um Cense com capacidade para acomodar 70 internos e 10 em regime semiaberto. Segundo a presidente do Conselho Municipal de Segurança (Conseg), Ana Maria Schmidt, a verba para a construção da unidade já está disponível, conforme resolução publicada pelo Conselho Estadual da Criança e Adolescente. 

“Sem tomar medidas necessárias, o Estado acaba contribuindo para que os adolescentes continuem no crime. O município já fez a parte dele doando o terreno, falta o Estado cumprir com a sua parte”, assinala Ana Maria, lembrando que a obra estava prevista para começar no segundo semestre de 2013.

A presidente acompanha de perto as tratativas e diz que recebeu informação sobre a abertura do edital para construção do projeto em novembro do passado, mas até o momento a Secretaria de Estado da Família e Desenvolvimento Social do Paraná não se manifestou.  Para o delegado José Aparecido Jacovós, chefe da 17ª Subdivisão Policial (SDP), todos os municípios de médio porte deveriam contar com uma unidade especializada. “Além de ser um incentivo para a criminalidade é uma vergonha para os órgãos estatais não disponibilizarem vagas para menores infratores”, destaca. 

Jacovós lamenta ainda a liberação de muitos outros menores infratores por determinação judicial. “Este não é o único caso. Infelizmente, vários menores que cometeram crimes hediondos já foram soltos porque não podem ficar na delegacia”, afirma.