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Apucarana

Região registra queda na mortalidade

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Foto: Sérgio Rodrigo
Foto: Sérgio Rodrigo

A nova política de atenção à  gestante refletiu diretamente na redução do índice de mortalidade” Clara Ilza Lemes de Oliveira, chefe da 16ª Regional de Saúde  A taxa de mortalidade infantil caiu 18% na área da 16ª Regional de Saúde.

O coeficiente que em 2013 era 12.28 por mil nascidos vivos caiu para 10.07 no ano passado. Em números absolutos, foram 61 óbitos de bebês com até 1 ano de idade, contra 47 em 2014 em toda área da regional que congrega Apucarana, Arapongas e outros 15 municípios da região (ver gráfico).  Para a chefe da 16ª RS, Clara Ilza Lemes de Oliveira, a priorização da atenção primária através do Programa Mãe Paranaense, do Governo do Estado refletiu nos números. “A nova política de atenção à gestante refletiu diretamente índice de mortalidade.

Através do programa acompanhamos a situação dos municípios com muitas mortes solicitando que essas ações fossem implantadas”, salienta.

A chefe ressalta que está satisfeita com o coeficiente atingido, mas que a meta é reduzir abaixo de dois dígitos. Os dados fornecidos pela 16ª RS de 2014 foram coletados até 15 de dezembro e são preliminares o que pode resultar em pequena variação da taxa para menos ou para mais.  APUCARANA Apucarana não acompanhou a tendência regional com aumento de 15,7% na taxa de falecimentos por mil nascidos vivos.

Em 2013, o coeficiente atingiu 9.95, com 17 óbitos, número que saltou para 11.51 em 2014 com 19 mortes.  Cerca de 30% das mortes ocorridas no município estão ligadas a prematuridade e má formação congênita, informa a Autarquia Municipal de Saúde (AMS).

O que na avaliação do secretário Municipal de Saúde, Roberto Kaneta, são problemas relacionados, sobretudo, a gravidez na adolescência.  A AMS aponta que dos 1.800 partos realizados de janeiro a dezembro do ano passado, 291 (17%) foram em menores de 18 anos. Outros 52 eram em gestantes de risco com mais de 40 anos de idade.

Outro dado que também influencia a mortalidade é o número de cesarianas, que segundo Kaneta, oferecem maior risco de prematuridade e infecções. No ano passado foram 1.345 (75%) contra 455 (25%) partos naturais.  “O número é bastante alto e com certeza tem uma influência direta nestas mortes. Nosso objetivo agora é ficar chegar a um dígito”, assinala o secretário.  Kaneta observa que a as adolescentes normalmente tentam esconder a gestação deixando de realizar exames importantes para a saúde do bebê. Assim, a AMS investe em ações preventivas e educacionais com reforço ao acesso aos métodos contraceptivos.




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