Apucarana

Policial não sabia o que estava fazendo, argumenta advogado

Da Redação ·
Policial não sabia o que estava fazendo, argumenta advogado João Batista Cardoso - Foto: Delair Garcia
Policial não sabia o que estava fazendo, argumenta advogado João Batista Cardoso - Foto: Delair Garcia

O advogado João Batista Cardoso, de Apucarana, concedeu entrevista nesta terça-feira (18) para falar sobre a situação na qual se envolveu o investigador da Polícia Civil Israel Boaventura Júnior durante o último final de semana, na cidade de Arapongas. 

Israel, que é defendido por João Batista Cardoso, foi preso por policiais militares após invadir o imóvel onde reside sua ex-companheira e atirar três vezes contra uma porta de blindex da residência. Após ser preso, Israel foi autuado em flagrante por tentativa de homicídio pelo delegado Marcelo Sakuma. Agora policial encontra-se recolhido em unidade prisional em Curitiba.

O advogado João Batista Cardoso explica, no entanto, que naquele momento Israel estava inimputável porque havia surtado e não sabia o que estava fazendo."O Israel sempre foi um policial exemplar da Denarc de Maringá e também em Apucarana, mas estava em tratamento psiquiátrico em decorrência do estresse e depressão originados da exaustão emocional que a profissão ocasiona. Somado a isso, houve uma separação conjugal recente e por conta disso ele começou a ser humilhado nas redes sociais, com postagens pejorativas sobre suposta traição que teria sofrido. Esses fatores levaram o Israel a surtar e fazer o que fez, mas ele não tinha a intenção de matar a ex-companheira, pois se assim o quisesse, certamente teria consumado o crime", afirma João Batista.

O advogado acrescenta de forma enfática que nesse momento Israel precisa de tratamento psiquiátrico e não de prisão. "Esse rapaz está transtornado com as gozações dirigidas a ele pelas redes sociais e ao surtar, entendo que ficou ininputável (fora do alcance da lei), pois não sabia o que estava fazendo", completa João Batista.    

O investigador Israel Boaventura Júnior vai ter acompanhamento de um profissional da área de psicologia durante o período em que ficar detido.

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