Apucarana

Justiça nega liminar e Feira do Brás é cancelada em Apucarana

Da Redação ·
Foto: Sérgio Rodrigo
Foto: Sérgio Rodrigo

A Feira da Madrugada do Brás Itinerante acabou em confusão ontem em Apucarana. Organizadores do evento, que teve o alvará cassado anteontem pela Prefeitura Municipal, ingressaram com liminar na Justiça, na tentativa de reverter a situação.

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No entanto, o Judiciário negou o pedido. Um caminhão com mercadorias dos expositores, vindos sobretudo de São Paulo, foi apreendido pela Receita Estadual e encaminhado ao pátio do 10º Batalhão de Polícia Militar (BPM). Os materiais serão fiscalizados para constatação da procedência somente na segunda-feira. O evento estava programado para acontecer neste final de semana, no espaço do Tropical Shopping.

“Será feita uma fiscalização minuciosa, mas já foi constatado que não há nota fiscal nem procedência de algumas mercadorias”, informa o superintendente de tributação da prefeitura, Anderson Tonin, acrescentando que ao ser constatado dolo os proprietários estarão sujeitos a multa de 30% ou mais sobre o valor da carga além da apreensão da mercadoria. 

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O alvará da feira havia sido concedido na quarta-feira, porém, uma comissão de lojistas esteve no gabinete municipal para alertar sobre o prejuízo e a concorrência desleal que o evento traria o comércio local. Além da solicitação dos comerciantes, Tonin relata que a organização omitiu informações como a participação de expositores de outros Estados e até estrangeiros. “Quando pediram a autorização disseram que participariam apenas fabricantes da cidade para realizar uma espécie de feirão”, diz o superintendente. 

OUTRO LADO

Um dos promotores do evento José Fábio Nascimento da Rocha, de São Paulo, ficou indignado com o posicionamento das autoridades. 

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“Só na estrutura com aluguel do espaço, tenda e divulgação gastamos mais de R$ 10 mil. Isso sem contar os expositores que vieram de longe para trabalhar e foram impedidos de última hora”.

Durante as negociações - o caminhão foi parado inicialmente em um posto de combustível - os expositores acompanharam todas as negociações que ocorreram em um posto de gasolina, na Avenida Minas gerais. “Somos trabalhadores e não bandidos. Sai da minha casa deixei meus filhos para vender meus produtos. Eu trabalho com venda e tenho até firma aberta. O que estão fazendo conosco é muito injusto”, alega a vendedora Sirlei Salvian, moradora da capital paulista. 

O comboio deve retornar a sua cidade de origem somente após a liberação das mercadorias.