Apucarana

Apucaranenses perdem mais de R$ 10 mil no golpe do falso sequestro

Da Redação ·
Segundo investigadores da 17ª SDP, o medo é o principal fator que contribui para o êxito dos bandidos para aplicar o golpe do falso sequestro - Foto: Sérgio Rodrigo, da Tribuna do Norte (imagem ilustrativa)
Segundo investigadores da 17ª SDP, o medo é o principal fator que contribui para o êxito dos bandidos para aplicar o golpe do falso sequestro - Foto: Sérgio Rodrigo, da Tribuna do Norte (imagem ilustrativa)

O chamado golpe do falso sequestro continua ocorrendo em Apucarana e cair no 'conversa' dos bandidos ainda é uma realidade frequente, conforme informação da Polícia Civil. Segundo investigadores, o medo é o principal fator que contribui para o êxito dos bandidos, que geralmente agem de dentro da prisão utilizando telefones celulares. 
Pelo menos três pessoas já teriam sido alvo dos criminosos em Apucarana nos últimos dias e os prejuízos somados chegam a cerca de R$ 10,5 mil. Os nomes das vítimas não são divulgados a pedido das mesmas, para evitar constrangimento. 

Um comerciante depositou R$ 1,5 mil em conta da Caixa Econômica Federal (CEF) após ser convencido por criminosos que sua filha havia sido sequestrada. Outro homem depositou R$ 2 mil para os bandidos após cair no mesmo golpe, conforme boletim de ocorrência registrado na 17ª Subdivisão Policial (SDP). Já a avó de moça apucaranense chegou a depositar R$ 7 mil em conta bancária repassada pelos bandidos, após "cair na lábia" dos marginais.

Recentemente, policiais civis conseguiram evitar que uma mulher residente no Núcleo Afonso Alves de Camargo (zona norte da cidade) fosse para o rol de vítimas desse tipo de crime. Ela estava ao telefone com os criminosos quando a polícia foi avisada e conseguiu chegar na casa e frustrar a ação dos marginais. 

"A vítima geralmente se desespera ao receber uma ligação comunicando que um parente está em poder de bandidos e que ele será assassinado caso a vítima desligue o telefone ou não obedeça as ordens dos bandidos. Essa é a tática dos criminosos para a prática da extorsão, mas nessas situações as pessoas devem ligar imediatamente para a suposta vítima e para a polícia, sem medo", afirma o superintendente da 17ª SDP, Roberto Francisco dos Santos. Segundo ele, o crime é muito comum no país, mas a solução é complicada.

Uma das vítimas relatou o terror psicológico que os criminosos fazem. “Nós estamos passando por aqui e precisamos fechar a cota para nosso chefão. Vai no banco agora e deposita R$ 1 mil”, foi o comando dado por um dos bandidos à vítima. Na maioria das ligações recebidas o número do telefone estava no “privado”.

ORIENTAÇÃO - As autoridades policiais orientam que este tipo de ocorrência nunca deve ser desprezada e reiteram que o primeiro passo a ser dado pela pessoa que recebe esse tipo de ligação é tentar contato com a suposta vítima do sequestro e, mesmo sendo constatada a falsidade do sequestro é necessário que a vítima faça o registro da ocorrência junto a Polícia Civil.

COMO É - De acordo com a polícia, o golpe do falso sequestro funciona assim: os criminosos ligam para a vítima contando que um familiar dela foi sequestrado e que, se não for depositada uma quantia (normalmente entre 2 mil e 10 mil R$) imediatamente, será ferido ou morto.

Em alguns casos os golpistas solicitam também o fornecimento de um certo número de códigos de cartões de recarga para celulares pré-pagos (servem para os presos se comunicarem desde os presídios).

A performance teatral dos golpistas muitas vezes inclui gritos no fundo do telefonema e fornecimento de detalhes da pessoa supostamente sequestrada para assustar e convencer o interlocutor a pagar rapidamente. Técnicas de "engenharia social" são também usadas pelas quadrilhas mais evoluídas e estruturadas.

Na realidade o tal membro da família não foi sequestrado, mas provavelmente recebeu logo antes um telefonema de alguém que com alguma desculpa (participação num concurso ou programa televisivo, sorteio, cadastramentos de algum tipo, suposta clonagem de cartões de crédito ou celular etc...) conseguiu obter várias informações pessoais (que foram usadas depois pra convencer os parentes que a pessoa foi mesmo sequestrada), inclusive o telefone do familiar vítima que irá receber as ameaças.

Muitas vezes ficam ligando direto no número do suposto sequestrado para mantê-lo ocupado de forma que não seja possível para os familiares fazer contato e verificar se está mesmo sequestrado. Em outra variante os golpistas ligam antes para o celular do suposto sequestrado e, dizendo ser da companhia telefônica e com a desculpa de fazer controles contra clonagem ou algo do tipo, solicitam que deixe o telefone desligado por 1 ou 2 horas.

Com informações do site www.fraudes.org
 

continua após publicidade