Filas de veículos irritam motoristas apucaranenses

Quem precisa dirigir pelas ruas de Apucarana em horários de pico sabe que alguns pontos da cidade necessitam do dobro de paciência. Isso porque, em algumas ruas, o tráfego é quase impossível. A Prefeitura reconhece os problemas e já identificou pontos críticos, prometendo modificações pontuais na malha viária.
A entrada do Núcleo Afonso Alves de Camargo, na zona norte da cidade, é um exemplo. A longa fila de veículos à espera da abertura do semáforo, formada na lateral da pista, chega a atrapalhar o tráfego na rodovia. Amanda Volpato, moradora das proximidades, passa pelo local todos os dias. “É um sofrimento em horários de pico. O semáforo demora a abrir e fica pouco tempo aberto para quem quer entrar no bairro”, afirma.
O motorista Alex Curty também reclama. “Trabalho aqui do lado e todo dia é a mesma coisa. Todos perdem muito tempo parados aqui, esperando”, diz.
Outro ponto crítico é na Praça Duque de Caxias, próximo ao Colégio São José. A dona de casa Maria Amélia Silva mora em uma casa em frente à praça e aponta problemas. “Direto acontecem acidentes aqui. A Rua Severino Cerutti é muito movimentada e fica difícil para outros carros cruzarem ela. As filas de carro nas ruas transversais ficam imensas em horários de pico”, diz.
Nos dois locais, a Prefeitura estuda a implantação de rotatórias. Quem afirma é o superintende de trânsito Silnei Bolonhezi. “Na ‘Duque de Caxias’ há espaço de sobra para ser feita uma boa rotatória. Já na entrada do ‘Afonso’, a ideia já foi apresentada a engenheiros da Viapar e está sendo estudada”, disse.
O que está certo é a instalação de dois semáforos na Avenida Brasil (prosseguimento da Avenida Minas Gerais) em pontos também críticos em horários de pico. Eles serão colocados na altura da Rua Deolindo Massambani e Avenida Central do Paraná. Os postes já foram instalados e, em 30 dias, devem estar com os aparelhos em funcionamento.
Segundo Bolonhezi, uma das dificuldades em organizar o trânsito é a configuração do município. “Apucarana não é totalmente planejada. Se você olhar no mapa, verá que a cidade não é ‘quadriculada’. Além disso, o relevo também é outro fator que dificulta o planejamento. Estamos implementando melhorias à medida que observamos os problemas, sobretudo para dar segurança ao apucaranense. O que também temos buscado é uma mudança nos hábitos do motorista, fazendo com que ele trafegue por vias alternativas para fugir desses pontos críticos”, diz.
